sábado, agosto 16, 2008

Praia do Bom Sucesso, Costa Oeste, 22h40m

O jornal dizia que o eclipse seria total. Durante a tarde, a improvável chuva de Agosto fez temer que o fenómeno se eclipsasse. À noite, as nuvens não permitiram confirmar a amplitude da coisa. Felizmente abriram ainda um pouco e deixaram perceber a estranheza da escuridão da noite em tempo de lua cheia.



sexta-feira, agosto 15, 2008

Estádio Sansiro, Milão

Acaba o viajante de ouvir nas notícias que Lisboa vai hoje ser visitada pela equipa de futebol treinada pelo Special One José Mourinho. Luís Figo, o super craque intemporal virá também ao Estádio da Luz, defrontar o Benfica. Serviu esta informação de mote ao viajante para recordar a visita ao Estádio de Sansiro, também conhecido por Giuseppe Meazza, em Milão.

Fica na zona ocidental da cidade e tem acesso pela linha 1 do Metro (estação Piazzale Lotto). O estádio teve origem em 1926, altura em que foi construído, por vontade e impulso de um rico industrial da cidade, Piero Pirelli, fabricante de pneus, à época presidente do A.C.Milan. Foi o estádio do clube até 1939, início da Segunda Guerra Mundial. Depois do conflito, que atravessou dramaticamente a cidade, a propriedade do estádio passou para a Comune di Milano. Nessa altura, o local passou também a ser usado em competição pelo F.C.Internazionalle (o Inter). O actual formato do edifício data de 1990, altura em que foi renovado para o Campeonato do Mundo Itália ’90. Comporta 85 mil espectadores, o que faz dele um dos maiores da Europa. Adoptou o nome de Giuseppe Meazza, em homenagem ao melhor futebolista italiano de todos os tempos, que assim se chamava. Actualmente, jogam no estádio o A.C.Milan (fundado em 1899) e o Inter (fundado em 1908). É portanto um excelente exemplo de partilha por dois clubes rivais.

Pode visitar-se o seu museu, que reúne documentos e objectos desportivos da histórias dos dois clubes. Os bilhetes custam 12,5 € (crianças 10€). Está aberto todos os dias, das 10 às 17 horas, embora haja condicionantes nos dias de jogo.

quinta-feira, agosto 14, 2008

A nova Potsdamerplatz, Berlim

Sente o viajante algum fascínio pela nova capital da Alemanha. Diz nova, porque em pequeno se habituou a Bona, a capital federal, por contraponto com Berlim, a dividida cidade da ignonímia, da qual só se conheciam as bolas. É por isso conhecimento recente a Potsdamerplatz, local obscuro durante a guerra fria e agora recuperado para os roteiros.

Desde sempre este local, no centro geográfico de Berlim, foi símbolo da sua modernidade. Assim aconteceu na louca década de 1930; nessa época ficavam aqui os cruzamentos das tendências da moda. Pelo caminho, depois de 1963, a zona foi durante décadas um descampado, terra de ninguém, entre as duas partes separadas da cidade, atravessada pelo muro da vergonha.
Nos dias de hoje, a Potsdamerplatz voltou a ser o emblema do progresso de Berlim do século XXI: aqui se encontram actualmente os edifícios de perfil mais reputado da cidade, desenhados pelos mais conceituados arquitectos do momento. Aqui está a sede da Daimler Benz (um edifício de tijolos nus, a evocar o mediterrâneo, inspirado por Renzo Piano, Richard Rogers e Christoph Kohlbecker) a sede dos Deutschbanh e os escritórios da Sony para a Europa (edifício de vidro e aço, desenhado por Helmut Jahn).O conjunto é muito vivo, estando sempre animado por ciclistas e passeantes, que circulam pelas muitas lojas, cinemas e cafés (no complexo de entretenimento Sony Center, há um enorme conjunto de cinemas e outras instalações de lazer, das quais se destaca o cinema tridimensional).


quarta-feira, agosto 13, 2008

Bodegas Barbadillo, San Lucar de Barrameda, Cadiz

Viagens e vinhos são dois temas na moda: viaja-se e aproveita-se para provar os vinhos da região; ou então, procuram-se provas de vinhos e aproveita-se para viajar e conhecer a região. Promete o viajante voltar ao tema, puro e duro, com notas mais substanciais. Ficam agora estas, que não se querem perder.
Na Andaluzia reproduzem-se todos os mais conhecidos ícones de Espanha: touros, guitarras e o flamenco, os pátios frescos e floridos e, claro, o vinho. Que ainda por cima, nesta zona, é verdadeiramente señorito: tem um forte carácter e é seco. Está agora o viajante a pensar no vinho feito da casta palomino fino, que dá origem a um branco de aperitivo, que deve beber-se gelado: a manzanilla de Sanlúcar.
O solo calcário da região, a que chamam albariza – é permeável à água, que armazena na altura das poucas chuvas e depois alimenta as vides. Por outro lado, ao ser quase branca, a albariza sofre menos evaporação – o sol aquece menos a terra que assim acumula mais a humidade – sobretudo o orvalho que todo o ano a proximidade do mar faz formar.
Além disso, ainda provoca um melhor amadurecimento das uvas, porque o branco do solo reflecte a luz solar, amadurando também os cachos escondidos da luz directa pela folhagem.


A manzanilla é o único vinho do mundo que tem um nome feminino. É mais seco, leve e delicado que o restante vinho de Jerez. Provou-o o viajante – e depois bebeu-o abundantemente -, em Sanlucar de Barrameda, junto da foz do Guadalquivir, na Andaluzia, nas Bodegas Barbadillo, que têm visitas para o público.