sábado, setembro 24, 2005

Casa Peix, Aragão, Espanha.

Fica no norte de Aragão, a caminho dos Pirinéus, em estrada secundária que só aparece nos mapas mais pormenorizados. A aparência exterior é discreta, modesta, até. Mas já foi visitado pelo Rei Juan Carlos, cuja fotografia se exibe na parede do átrio da entrada.

Deve o seu nome ao facto de estar na beira do rio Isábena, porque aquilo que o chef verdadeiramente recomenda, em geral, é carne. Além disso, para entrada, tapas. Enchidos, salada de azeitonas e cebola de vinagrete e salada de favinhas com polvo e lulas. Depois, costeleta de vitela na chapa, com pimentos e verduras. De sobremesa, sopa de morangos temperada com gelado de menta Os nomes dos pratos, há que descobri-los na criatividade dos rótulos que se lhes atribuem na ementa.

Em surdina, jazz que não se sobrepõe à musica murmurante do rio a correr, em baixo, cinco metros por debaixo da varanda, por entre pedregulhos de granito. A música compõe a sofisticação, criando um ambiente requintado, mas sóbrio.

A Casa Peix (que também é hotel) fica na pequeníssima povoação de Serraduy, Huesca, Espanha, na Estrada A-1605, entre Barbastro e Viella (telefone +34.974.54.44.30).

terça-feira, setembro 20, 2005

Pergamonmuseum, Berlim.

O Pergamonmuseum, na Ilha dos Museus (Museuminsel, uma ilha no rio Spree) de Berlim, é uma referência mundial. Por boas e más razões. É um dos grandes museus da Humanidade, por um lado. Por outro, recolheu peças ilicitamente transportadas desde o médio oriente e o Mediterrâneo, contra a vontade das autoridades locais.

Tem uma fantástica colecção de arte islâmica e de arte do próximo oriente. São notáveis as peças com inscrições de escrita cuneiforme. Valem a visita as várias peças de arquitectura monumental reconstruída. É sobretudo o caso da enorme porta do mercado de Mileto, o fantástico altar de Pérgamo e a impressionante porta de Isthar, trazida das ruínas da Babilónia.
O museu pode visitar-se todos os dias, com excepção de segunda-feira. Abre das 10 horas às 18 (à quinta-feira só fecha às 22 horas). O bilhete de entrada custa 8 €.


quinta-feira, setembro 15, 2005

A Porta de Brandenburgo, Berlim.

A Porta de Bandemburgo, ou Brandenburger Tor, talvez o mais conhecido ícone do Berlim moderno, foi também durante muito tempo o símbolo da separação da cidade em duas, pelo Muro. Ficava em terra de ninguém, na antiga zona da Alemanha de Leste, inacessível de ambos os lados.

De novo, para os tempos que correm, a Porta de Brandemburgo foi aberta, permitindo a passagem entre os antigos sectores leste e oeste da cidade, a 22 de Dezembro de 1989, um mês e meio depois da queda do Muro de Berlim.

É uma construção em pedra calcária do final do século XVIII e destinou-se a ser uma das portas de entrada na antiga cidade.Nesta zona, terminal de duas das grandes avenidas de Berlim, a Unter den Linden do lado leste e a Strass des 17 de Juni do lado oeste, estão instaladas uma boa parte das novas embaixadas de países estrangeiras. Em sinal de modernidade, aliás, boa parte dos países optaram por construir embaixadas de arquitectura de vanguarda. É o caso do conjunto das embaixadas dos países nórdicos, construídas em pedra, madeira e aço, representativos dos materiais locais, ou o caso do impressionante conjunto granítico da embaixada do México.

domingo, setembro 11, 2005

Em memória das vítimas.

Nova Iorque, Novembro 1998.



domingo, agosto 28, 2005

Algar Seco, Carvoeiro, Algarve.


Algar, em português, significa “caverna, gruta, despenhadeiro”. Este algar seco é uma rede de grutas que sobem do mar, passam por debaixo da linha de rochas costeiras e faz entrar a água das marés em piscinas interiores, onde rugem as ondas.
É uma alternativa de passeio para quem veraneia por estas bandas.
Fica a meio quilómetro da Praia do Carvoeiro, para leste e tem acesso por estrada asfaltada. É muito fácil estacionar e há, no meio de rochas, um bar com esplanada.


sábado, agosto 20, 2005

Praia do Carvoeiro, Algarve.

De aldeia piscatória dos anos 70, a praia do Carvoeiro passou a um dos mais agradáveis destinos de férias no Algarve. Não é massificado, como as suas vizinhas Armação de Pêra, Albufeira ou Praia da Rocha e, não obstante, tem tudo aquilo que faz falta para uma agradável temporada. Além disso, está no centro do Algarve, próximo da via do Infante (A22) e da auto-estrada para Lisboa.
A praia é fraca, mas está próxima a agradável praia do Vale de Centeanes, onde é sempre garantido um banho agradável. Um pouco mais e chega-se à lindíssima praia da Marinha, uma das mais bonitas do Algarve.
Há ainda os passeios clássicos ao Algar Seco, grutas à beira-mar, por onde entra a ondulação e à Ermida de Nossa Senhora da Encarnação, de onde se avista a costa, para ocidente, até para lá de Lagos.

domingo, agosto 14, 2005

Miami Seaquarium.

O Miami Seaquarium é um parque temático tipicamente americano, formatado para visitas familiares. É, estruturalmente, um zoológico marinho, com predominância de espécies do golfo do México e dos lagos e pântanos da Florida, desde os golfinhos aos manatins. Há também aligatores e tartarugas. E, claro, barracas de hambúrgueres e piza.

Há dois espectáculos que ficam particularmente na memória: o dos golfinhos Flipper, cujo nome é inspirado no célebre e inteligente golfinho roaz personagem da série de televisão dos anos 60 e o de Lolita, uma orca (killer whale), que “actua” acompanhada por golfinhos brancos do Pacífico.

O Miami Seaquarium ficam em Biscayne, ilha fronteira a Miami, com acesso por ponte e tem um imenso parque de estacionamento (4400 Rickenbacker Causeway, telefone 305-361-5705). O bilhete de entrada custa 25,95 USD para adultos e 20,95 USD para crianças. Pode visitar-se desde as 9:30 às 6 da tarde, todos os dias.

segunda-feira, agosto 08, 2005

Casa Museu Edmond Rostand, Arnaga, França.

Quando foi galardoado com um César, pela interpretação de Cyrano de Bergerac, Gerard Depardieu entregou o galardão à Casa-Museu de Arnaga, onde está exposto. Foi um acto de homenagem à instituição que mais tem evocado a memória e a obra de Edmond Rostand.
Nesta quinta, próximo de Cambo-les-Bains, entre Bayonne e St-Jean-Pied-de-Port, no país basco francês, foi a residência do académico e poeta. Actualmente guarda o acervo de Rostand e o local, ele mesmo, vale pela casa, os jardins e os espelhos de água. A casa tem o estilo tradicional do país basco, com estrutura em madeira saliente e o resto pintado de branco. No interior, em decor belle époque, reúnem-se peças evocando a vida e obra de Rostand e animações das suas peças, no teatro e no cinema.

Abre de Abril a Setembro, das 10 às 18 horas, com intervalo entre as 12:30 e as 14:30. Tem visitas guiadas, que duram cerca de 30 minutos. Em Agosto é palco de um festival de teatro. Arnaga fica em Cambo-les-Bains, França (telefone +31.59.29.70.57).

quarta-feira, agosto 03, 2005

Quinta de Roriz, Douro

Podia falar-se da nobreza discreta dos vinhos. Mas para isso há outro sítio. É preferível falar da simpatia do caseiro. À antiga. Educado, dedicado à casa e à causa. A estrada, difícil, com um bom troço de terra batida, íngreme e perigosa, à beira da ravina, torna a experiência ainda mais excitante.

Na quinta, visitam-se as vinhas (de longe), a novíssima maquinaria, que impressiona e o armazém das pipas. A tradição transmontana manda servir, no fim, algo que se beba e se coma. No caso, forma nacos de presunto com pão caseiro e vinho tinto. Depois, Porto Vintage.
A visita a esta quinta é uma experiência à antiga portuguesa. Não vem nos guias nem nos prospectos turísitcos. Tem que pedir-se aos donos, que vivem em Lisboa. Em contrapartida, o tratamento é personalizado.

A Quinta de Roriz fica na margem esquerda do Rio Douro, meia dúzia de quilómetros a montante do Pinhão. A partir desta vila, chega-se lá seguindo a EN 222, na direcção de São João da Pesqueira. À entrada de Ervedosa do Douro desvia-se à esquerda, na direcção do rio. O acesso é asfaltado até ao início da quinta.


sábado, julho 23, 2005

Praia da Marinha, Algarve.


Os guias turísticos e os mapas alemães indicam esta praia como um ponto imprescindível de visita turística: um ponto de interesse, uma curiosidade especial da costa do Algarve.
Sem dúvida o é. Mas é muito mais que isso. É uma praia linda, para a qual dá gosto olhar (ei! a praia ela mesma!). Falésias, areia dourada, água verde esmeralda, normalmente calma e de temperatura aceitável. Gente q.b. – não é desértica e desolada, mas está muito longe de estar cheia.
Para se chegar, sai-se da Praia do Carvoeiro (Lagoa) para leste, pela estrada das praias. Passa-se Benagil e dois quilómetros depois desvia-se à direita, para o mar, em estrada que termina no parque de estacionamento da praia. Depois, é só descerem-se os 115 degraus, pela falésia. A subida, de regresso ao carro, pode ser um pouco dura, mas isso mais tarde se vê. Antes, sempre se pode beber um copo no bar da praia, logo no fundo das escadas.

quarta-feira, julho 20, 2005

Castelo de Silves, Algarve.


Muralhas sólidas e bem conservadas. A origem terá sido romana, mas a construção foi do povo muçulmano, que por cá esteve durante cinco séculos. Esta é aliás considerada uma das grandes heranças muçulmanas ainda existente em Portugal. Depois, talvez no século XVI, alguns dos muros foram reconstruídos. O que sobra é um cercado grande, de muralha e caminho de ronda, que unem sete torres. Tudo construído em arenito vermelho (o “grés de Silves”). Essa será, porventura, a marca mais original da construção. A cor da pedra vermelha, curiosamente, é frequente na Alsácia, sobretudo na catedral de Estrasburgo.
Nota especial para o conjunto, resultado do restauro dos anos 40 e ainda para a grande cisterna (tem estado vedado o acesso), coberta por abóbadas de 10 metros de altura.
O castelo de Silves foi conquistado por D. Sancho I, rei de Portugal, em 1189. Dois anos depois veio a cair em mãos inimigas, para de novo ser conquistado, no século seguinte, por D. Afonso III.

Silves fica a cinco minutos da A22 (a Via do Infante), por estrada rápida derivante daquela. O castelo de Silves está aberto entre as 9 e as 17 horas (20 horas, no verão) e o preço da entrada é de 1,25€ (para menores de 12 anos é grátis).

sexta-feira, julho 15, 2005

Praia da Bandeira, Algarve.


O acesso é surreal, parece de há quarenta anos: a estrada é asfaltada mas tem uma só faixa de rodagem. Portanto, quando dois carros se cruzam, um deles – ou ambos -, têm que sair para fora da estrada. Ainda fica longe, mas a quietude do local compensa. Além disso, é um mergulho no Algarve antigo, sem pizzarias nem hambúrgueres. A praia não está vigiada, mas tem um bar com esplanada.

A praia da Bandeira fica entre a o Carvoeiro e Armação de Pêra, um pouco a oeste da Praia da Senhora da Rocha. O acesso faz-se, a partir do Carvoeiro, para leste, pela estrada das praias.

domingo, julho 10, 2005

Museu Gala Dali, Figuéres, Espanha.

Em Figuéres, o Museu Dali é um dos locais mais visitados da Costa Brava. Foi criado em 1960 e inaugurado em 1974, seguindo um projecto idealizado pelo próprio Salvador Dali, que nasceu em Figueres em 1904. O propósito do pintor catalão foi reunir as suas obras e permitir que fossem vistas em conjunto. Escolheu, para o efeito, um antigo teatro, com uma grande sala central, em volta do qual havia camarotes orientados para um grande palco. Para Dali, este sítio, construído em meados do século XIX e destruído durante a guerra civil espanhola, era simbólico, por aqui ter tido lugar a sua primeira exposição de pintura.

O estado ruinoso do local permitiu realizar uma profunda intervenção de modo a proporcionar aos visitantes uma experiência lúdica participativa: todas as obras estão integradas em cenários que são verdadeiramente manifestações da mundividência daliniana. O exterior está decorado com estatuetas douradas e com gigantescos ovos de galinha. O interior é espectacular, raiando a esquizofrenia. Em suma: é imperdível.

O Teatro-Museu Dali pode visitar-se entre as 11:30 e as 17:30 (aos domingos e feriados, entre as 9 e as 20). Fica na Plaça del Sol, em Figueres, Girona.


segunda-feira, julho 04, 2005

Praia do Carvalhal, Grândola

Na costa alentejana o vento conta.
Molda a paisagem e marca os dias.
Ao chegar, depois de muitos quilómetros de estradas razoavelmente más, fica a sensação de que se está numa terra muito longe, no fim de algum sítio.
Parece uma qualquer praia portuguesa nos anos 70, antes do boom turístico ter desalojado da orla costeira as actividades tradicionais.


Talvez seja assim porque o mar é selvagem e irrequieto. No verão, quem sabe, mas na primavera mais vale esquecer o banho.

Salva-se a paisagem e a soletude. Para além das dunas, ao longe, a norte, limita o horizonte a silhueta cinzenta da Serra da Arrábida.

A melhor parte é mesmo a do almoço, num dos restaurantes em cima da praia. No Aqui há Peixe, insista-se no dito, grelhado. No restaurante da Praia do Carvalhal, o mesmo. O primeiro é mais caro que o segundo e tem mais agitação. Convirá reservar. O segundo é mais popular e descansado.

sexta-feira, julho 01, 2005

Casa Tino Fandiño, Allariz, Galiza


O chuletón de ternera é uma das especialidades. Além dele, as enguias fritas, na época e, também na época, os pimientos de padrón (que fora de época, pican moito). A empanada de zamburiñas, o lacón con grelos e o cabritinho de leite no forno, são imperdíveis.
Garrafeira óptima, a preços razoáveis.

Restaurante de cozinha tradicional galega, em Allariz, a 10 quilómetros de Ourense, na direcção de Madrid (e de Chaves). Rua do Carcere, 7 (telefone. +34.988.44.22.16). Preço aproximado por pessoa, sem vinho: 30€.

domingo, junho 26, 2005

O "folar" de Chaves

Por altura da Páscoa, fazem-se folares por todo o país.
Estruturalmente, todos eles são feitos de massa de pão, com ovos e azeite. Alguns levam carne e o formato veria muito.
Em Chaves, a excelência dos ditos acabou por criar um mercado que exige fornecimento durante todo o ano. Em consequência, o folar deixou de ser um fenómeno sazonal e passou a ser um produto regional.