domingo, outubro 30, 2005

Cervejaria "A la Mort Subite", Bruxelas

Gueuzes, Lambics e outras que tais. A cerveja nem sequer é das melhores. Tem perfil de beberagem para turistas. Mas além dessas há outras, de fabrico artesanal e sazonal. Não serão consensuais, mas valem a visita.

Fica na Rue Montagne Aux Herbes Potagères, 7, em Bruxelas, a 5 minutos a pé da Grande Place.

terça-feira, outubro 25, 2005

Londonderry, Irlanda do Norte

Os locais preferem chamar-lhe apenas Derry.

Há duas décadas abria com regularidade os noticiários televisivos, pela violência de que era palco. Por aqui há grande actividade do IRA, que teima em não aceitar a população protestante. Esta, retribui.
A cidade é moderna e dinâmica. Mas isso não afasta o saudável ar provinciano e caseiro.
Londonderry é capital do condado do mesmo nome, um dos quatro que actualmente fazem parte da Irlanda do Norte, no topo da ilha. Tem estrada boa para Belfast e Dublin (em parte é autoestrada) e aeroporto. No demais, é um cidade europeia.

sexta-feira, outubro 21, 2005

Castelo de Haut Koeningsbourg, Alsácia

O ambiente é de doce montanha: elevada quanto baste para criar uma enorme sensação de desnível, mas arredondada e nada agreste nem inóspita. É o cenário ideal para historinhas do bosque, de Hansel e Gretel.

Nexte contexto romântico, faz todo o sentido encontrar um castelo, destruído havia séculos, que veio a ser recuperado há cerca de cem anos, quando a zona da Alsácia era território alemão.

A pedras das muralhas é rosada, como a de todos os grandes edifícios da região. É granito dos Vosges.

Bastiões, torres, panos de muralhas. Dir-se-ia ser um castelo medieval. Fica na cordilheira dos Vosges, na Alsácia central, a sul de Estrasburgo. Admite visitas que, quanto ao interior do Castelo, são pagas. Em alturas de férias, tem muitos visitantes e dificuldade de estacionamento.

quarta-feira, outubro 19, 2005

Jardim Botânico de Lisboa


Visitar o jardim Botânico da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa é uma experiência fora de tempo: o ambiente é de selva civilizada, arrumada e catalogada como nos livros do Tintim. Parece estar sempre para aparecer, detrás de um arbusto, o Professor Trifólio Girassol. Cada árvore tem uma placa identificadora pendurada no tronco. Estas placas metálicas dão conta do nome científico de cada espécie, o qual nem sempre tem tradução em português: magnolia grandiflora, ficus macrophyla, ginkgo biloba, taxus baccata, cycas revoluta, ficus sycomorus, cinnamomum camphora, Draceana Draco

O jardim está aberto todos os dias, das 9 às 18 horas (no verão fecha às 20). Aos sábados, domingos e feriados abre às 10 horas.
A entrada é paga e custa 1,5 € (para crianças e idosos, 0,6€).
É recomendável comprar o mapa roteiro, por 0,3 €.

domingo, outubro 16, 2005

Costa de Belfast, Irlanda do Norte


Diz-se de Belfast ser uma cidade feia, sem carácter específico que se veja nem pormenores que prendam a atenção. No mar da Irlanda, uma das coisas que mais impressiona, para quem vai do sul, é a amplitude das marés. Entre a maré baixa e a maré alta ficam vários metros de areia molhada, lama e sargaços. Aos marinheiros que fazem contas mal feitas, resta esperar umas horas para poderem sair para o mar.


sábado, outubro 15, 2005

Pôr do sol na piscina

Hotel Bahia Principe Costa de Adeje, Tenerife.
(piscina do mar).



quinta-feira, outubro 13, 2005

Parque Guëll, Barcelona.

Desenhado por Anton Gaudí, o arquitecto catalão nascido em Réus em 1852, a pedido do industrial Eusebi Güell. Foi construído entre 1900 e 1914, embora o projecto nunca tenha sido cumprido. Originariamente, destinava-se a ser um parque residencial com 60 moradias de luxo num condomínio fechado. Apenas vieram a ser construídas duas das casas planeadas. Uma delas, depois da morte do arquitecto (em 1926) foi convertida na Casa-Museu Gaudí.
O Parque Güell fica nas colinas sobranceiras a Barcelona, é fácil de encontrar e está aberto entre as 10 e as 21 horas. Tem entrada gratuita.

segunda-feira, outubro 10, 2005

Glendalough, Irlanda.

As Wicklow Mountains são imensas e austeras. Tem mais erva do que árvores. Vários rios e alguns lagos. Aqui e ali há turfeiras. São frequentemente apelidadas de jardim da Irlanda. O aspecto geral destas montanhas, na primavera, é parecido com o das colinas transmontanas na primavera: tudo muito verde, com muitas giestas amarelas. Por todo o lado há vacas e ovelhas.



Glendalough, em gaélico Gleann da Locha, o vale dos dois lagos, é um dos mais fantásticos locais monásticos do país. O vale é edílico, atravessado por um rio de águas muito limpas e frias que liga os seus dois lagos (o superior e o inferior). Há ali um mosteiro, dividido em pequenos edifícios, algo inorgânicos. Foi fundado no século VI, por Saint Kevin, um dos fieis seguidores de Saint Patrick, o introdutor do cristianismo da Irlanda e padroeiro da ilha. Aliás, Saint Kevin veio a ser sepultado no local, na Saint Mary’s Church, igreja católica do século X.

Além desta igreja, o conjunto monumental religioso inclui cruzes em pedra, capelas e uma torre redonda. As torres redondas são edificações comuns na Irlanda central. Eram usadas pelos monges para armazenar e proteger manuscritos e utensílios valiosos. Não se sabe ao certo quando começaram este tipo de torres a ser construídas, mas supõe-se que terá sido quando os vikings começaram a saquear as costas da Irlanda. Esta, como as outras, é construída em granito e tem mais de 30 metros de altura (a base terá cerca de 5 metros de diâmetro).

No vale há um hotel, com restaurante.
Glendalouch, no coração das Wicklow Mountains, fica na província de Leinster, condado de Wicklow, a cerca de 40 quilómetros ao sul de Dublin.

quinta-feira, outubro 06, 2005

Lovaina, Bélgica.

Aqui vivem perto de 90 mil habitantes. A cidade vive sobretudo da universidade. Mas também da Stella Artois, uma das mais conhecidas (www.inbev.be) cervejas do mundo e a principal actividade industrial da cidade.
A Stella Artois foi pela primeira vez fabricada em 1926. Foi assim apelidada por ter sido, originariamente, uma biére de Nöel, muito comum nesta zona da Europa. Lançou definitivamente no mercado esta marca de cerveja, branca, ligeira e de baixa fermentação.
A Domus é a outra cervejaria (www.domusleuven.be) importante na cidade. É artesanal e muito tradicional. Nos seus estabelecimentos, a cerveja corre por tubagem, da brasserie directamente para as bombas do balcão onde é servida. As cervejas de combate da casa são a Nostra Domus (forte e ambrée) e a Com Domus (uma pils não filtrada).

A universidade foi inaugurada em 1425. Ao contrário do que acontece com muitas universidades europeias, a Católica de Lovaina está espalhada pela cidade. Algumas das suas instalações têm variado de edifício e alguns dos tradicionais edifícios da universidade já variaram de funções. A reitoria fica na Naamstraat, onde ficam também os edifícios da maior parte dos antigos colégios universitários. A biblioteca, que tem mais que 3 milhões de livros, fica num exuberante edifício na Monseigneur Ladeuzeplein.

O edifício da câmara municipal de Lovaina, considerado pelos guias turísticos locais o mais bonito edifício municipal do mundo, foi construída no século XV. Tem uma magnífica fachada recortada em cerca de 300 nichos, que foram decorados com outras tantas figuras representativas de personalidades da vida flamenga.
A praça do antigo mercado (Oude Markt) é conhecida por ser o balcão mais comprido do mundo, pela grande quantidade de cervejarias que ali há. Muito poucos são os edifícios que rodeiam a praça onde não há uma delas…

terça-feira, outubro 04, 2005

3 de Outubro de 2005, 9:50 a.m.

Em Lisboa, o eclipse do sol não se viu como os jornais anunciaram para Bragança. Mas o espectáculo foi fantástico, na mesma: o dia esmoreceu, diminuído a intensidade da luz e caindo drasticamente a temperatura. Felizes os que o contemplaram, porque até 2028 não haverá outra oportunidade destas.

segunda-feira, outubro 03, 2005

Pubs de Dublin.

Normalmente, estão instalados no piso térreo de casas antigas. A fachada, para a rua, está revestida de madeira pintada de corres garridas, atravessada por grandes superfícies vidradas, que dão luz ao interior. Este, é normalmente todo em madeira, o que cria ambientes caseiros e acolhedores. Para isso contribui a música, muitas vezes tocada ao vivo. Também para isso contribui o serviço simpático, em regra ao balcão. Este ambiente é propício à oferta de rodadas. Nestes casos, deve retribuir-se.


A bebida é, em geral, a cerveja e a medida é a pint (0,45 l). Bebe-se sobretudo Guiness, mas também Kilkenny e Tetley. No entanto, nos pubs irlandeses servem-se todo o tipo de bebidas alcoólicas. Nalguns locais – não muitos -, serve-se comida. Normalmente, há sanduíches.
Embora os pubs abram quase todos de manhã, só se animam a partir das 6 horas da tarde. Fecham às onze da noite e a hora é para respeitar.


sábado, outubro 01, 2005

O Românico Pirenaico

No século XI um grupo de pedreiros viajou desde a Lombardia até aos Pirinéus. Aqui, veio a construir um conjunto de igrejas. Esta actividade prolongou-se até ao século XIII e dela resultaram 24 edifícios religiosos.

Marcou todos eles o estilo romano lombardo: pequenos templos de uma ou três naves, com muito poucas aberturas para o exterior, de pedra da região, cuidadosamente trabalhada. Os telhados são de duas águas, cobertos de telhas de lousa. No topo das igrejas, ábsides decoradas com pequenos arcos de volta redonda e bandas lombardas. O conjunto é sempre muito sóbrio, austero mesmo. Há duas características que marcam a diferença das igrejas maiores: por um lado, uma torre sineira, com vários andares, que nalguns casos são seis; por outro, as pinturas a fresco, das quais valem particularmente a visita as de Santa Maria de Taüll e as de Sant Climent, também em Taüll. Além destas duas igrejas são ainda referências obrigatórias, no conjunto das duas dezenas de templos, as igrejas de Sant Joan de Boí e de Santa Eulália d’ Erill la Vall. Com excepção da primeira delas, todas as restantes são de entrada paga (bilhete 1,2€).
A Unesco reconheceu o valor do conjunto e declarou-o património da Humanidade.

O Vall de Boí fica nos Pirinéus da Catalunha, na província de Lleida, entre esta cidade e o Vall d’Aran. Em Erill la Vall, fica o Centro de Interpretação (Centre d’Interpretació del Romànic, Carrer del Batalló, 5, 25528 Erill la Vall, telefone +34.973.696.715, e-mail centreromanic@vallboi.com).

quarta-feira, setembro 28, 2005

Libreria de Viatges Ulysus, Girona, Espanha.

Fica no Carrer de les Ballesteries, em Girona, Catalunha. Uma boa parte dos livros que vende está impressa em catalão. Mas a maioria esmagadora é em castelhano. O tema é comum a todos: viagens, percursos, realidades locais. Tem milhares de títulos disponíveis: guias, mapas, roteiros, relatos, romances de viagens. De todo o mundo. Mais do que têm, em conjunto, todas as presunçosas livrarias de Lisboa. Tudo, numa modesta cidade de província.
Não tem página web nem aceita encomendas por e-mail. É pena.

ULYSUS, Ballesterines, 29, 17004 Girona. Telefone e fax: 97 221 1773

sábado, setembro 24, 2005

Casa Peix, Aragão, Espanha.

Fica no norte de Aragão, a caminho dos Pirinéus, em estrada secundária que só aparece nos mapas mais pormenorizados. A aparência exterior é discreta, modesta, até. Mas já foi visitado pelo Rei Juan Carlos, cuja fotografia se exibe na parede do átrio da entrada.

Deve o seu nome ao facto de estar na beira do rio Isábena, porque aquilo que o chef verdadeiramente recomenda, em geral, é carne. Além disso, para entrada, tapas. Enchidos, salada de azeitonas e cebola de vinagrete e salada de favinhas com polvo e lulas. Depois, costeleta de vitela na chapa, com pimentos e verduras. De sobremesa, sopa de morangos temperada com gelado de menta Os nomes dos pratos, há que descobri-los na criatividade dos rótulos que se lhes atribuem na ementa.

Em surdina, jazz que não se sobrepõe à musica murmurante do rio a correr, em baixo, cinco metros por debaixo da varanda, por entre pedregulhos de granito. A música compõe a sofisticação, criando um ambiente requintado, mas sóbrio.

A Casa Peix (que também é hotel) fica na pequeníssima povoação de Serraduy, Huesca, Espanha, na Estrada A-1605, entre Barbastro e Viella (telefone +34.974.54.44.30).

terça-feira, setembro 20, 2005

Pergamonmuseum, Berlim.

O Pergamonmuseum, na Ilha dos Museus (Museuminsel, uma ilha no rio Spree) de Berlim, é uma referência mundial. Por boas e más razões. É um dos grandes museus da Humanidade, por um lado. Por outro, recolheu peças ilicitamente transportadas desde o médio oriente e o Mediterrâneo, contra a vontade das autoridades locais.

Tem uma fantástica colecção de arte islâmica e de arte do próximo oriente. São notáveis as peças com inscrições de escrita cuneiforme. Valem a visita as várias peças de arquitectura monumental reconstruída. É sobretudo o caso da enorme porta do mercado de Mileto, o fantástico altar de Pérgamo e a impressionante porta de Isthar, trazida das ruínas da Babilónia.
O museu pode visitar-se todos os dias, com excepção de segunda-feira. Abre das 10 horas às 18 (à quinta-feira só fecha às 22 horas). O bilhete de entrada custa 8 €.


quinta-feira, setembro 15, 2005

A Porta de Brandenburgo, Berlim.

A Porta de Bandemburgo, ou Brandenburger Tor, talvez o mais conhecido ícone do Berlim moderno, foi também durante muito tempo o símbolo da separação da cidade em duas, pelo Muro. Ficava em terra de ninguém, na antiga zona da Alemanha de Leste, inacessível de ambos os lados.

De novo, para os tempos que correm, a Porta de Brandemburgo foi aberta, permitindo a passagem entre os antigos sectores leste e oeste da cidade, a 22 de Dezembro de 1989, um mês e meio depois da queda do Muro de Berlim.

É uma construção em pedra calcária do final do século XVIII e destinou-se a ser uma das portas de entrada na antiga cidade.Nesta zona, terminal de duas das grandes avenidas de Berlim, a Unter den Linden do lado leste e a Strass des 17 de Juni do lado oeste, estão instaladas uma boa parte das novas embaixadas de países estrangeiras. Em sinal de modernidade, aliás, boa parte dos países optaram por construir embaixadas de arquitectura de vanguarda. É o caso do conjunto das embaixadas dos países nórdicos, construídas em pedra, madeira e aço, representativos dos materiais locais, ou o caso do impressionante conjunto granítico da embaixada do México.

domingo, setembro 11, 2005

Em memória das vítimas.

Nova Iorque, Novembro 1998.



domingo, agosto 28, 2005

Algar Seco, Carvoeiro, Algarve.


Algar, em português, significa “caverna, gruta, despenhadeiro”. Este algar seco é uma rede de grutas que sobem do mar, passam por debaixo da linha de rochas costeiras e faz entrar a água das marés em piscinas interiores, onde rugem as ondas.
É uma alternativa de passeio para quem veraneia por estas bandas.
Fica a meio quilómetro da Praia do Carvoeiro, para leste e tem acesso por estrada asfaltada. É muito fácil estacionar e há, no meio de rochas, um bar com esplanada.


sábado, agosto 20, 2005

Praia do Carvoeiro, Algarve.

De aldeia piscatória dos anos 70, a praia do Carvoeiro passou a um dos mais agradáveis destinos de férias no Algarve. Não é massificado, como as suas vizinhas Armação de Pêra, Albufeira ou Praia da Rocha e, não obstante, tem tudo aquilo que faz falta para uma agradável temporada. Além disso, está no centro do Algarve, próximo da via do Infante (A22) e da auto-estrada para Lisboa.
A praia é fraca, mas está próxima a agradável praia do Vale de Centeanes, onde é sempre garantido um banho agradável. Um pouco mais e chega-se à lindíssima praia da Marinha, uma das mais bonitas do Algarve.
Há ainda os passeios clássicos ao Algar Seco, grutas à beira-mar, por onde entra a ondulação e à Ermida de Nossa Senhora da Encarnação, de onde se avista a costa, para ocidente, até para lá de Lagos.

domingo, agosto 14, 2005

Miami Seaquarium.

O Miami Seaquarium é um parque temático tipicamente americano, formatado para visitas familiares. É, estruturalmente, um zoológico marinho, com predominância de espécies do golfo do México e dos lagos e pântanos da Florida, desde os golfinhos aos manatins. Há também aligatores e tartarugas. E, claro, barracas de hambúrgueres e piza.

Há dois espectáculos que ficam particularmente na memória: o dos golfinhos Flipper, cujo nome é inspirado no célebre e inteligente golfinho roaz personagem da série de televisão dos anos 60 e o de Lolita, uma orca (killer whale), que “actua” acompanhada por golfinhos brancos do Pacífico.

O Miami Seaquarium ficam em Biscayne, ilha fronteira a Miami, com acesso por ponte e tem um imenso parque de estacionamento (4400 Rickenbacker Causeway, telefone 305-361-5705). O bilhete de entrada custa 25,95 USD para adultos e 20,95 USD para crianças. Pode visitar-se desde as 9:30 às 6 da tarde, todos os dias.