sábado, março 04, 2006

Sweethaven Village (a aldeia do Popeye), Malta.


O que parece acaba por ser mais importante do que é. Esta é uma aldeia artificial, sem habitantes nem vida, construída em Anchor Bay, Mellieka, Malta. Foi feita de propósito, em 1980, para ser o local de rodagem do filme “Popeye”, um lamentável musical cujo personagem principal era o nosso bem amado marinheiro que comia espinafres da lata.
Todos os materiais, supostamente dos mares do norte, vieram do estrangeiro.
Do filme ficou o local das filmagens, uma curiosidade para turistas. Tem uma loja de souvenirs, uma sala de cinema e um bar.
Pode visitar-se das 9 horas às 17 (no verão – Abril a Setembro -, fecha às 19 horas).

sexta-feira, março 03, 2006

Museu Naciona de Arte Antiga de Lisboa


A visita é imprescindível. É um dos grandes museus da Europa.
Não vale a pena referir a Custódia de Belém, do mestre Gil Vicente, ou as Tentações de Santo Antão, de Jerónimo Bosch, ou ainda os Painéis de São Vicente, de Nuno Gonçalves, seguramente aquele que é o mais conhecido ícone do museu. Há muitas outras peças que impressionarão, nas áreas da pintura e da escultura portuguesas e europeias, da ourivesaria, do mobiliário e artes decorativas ou da cerâmica. Para quem goste, é também impressionante o sector de arte oriental.
A visita parece integrada na história de um livro do Tintim e deixa claro que Portugal é um dos grandes da Europa.
O Museu Nacional de Arte Antiga fica na Rua das Janelas Verdes, em Lisboa, frente ao Tejo (telefone 213.912.800 e www.ipmuseus.pt). Sendo um museu público, é visitável de terça a domingo, das 10 às 18 horas. Aos domingos e feriados de manhã (até às 14 horas) a visita é gratuita.

Bairro de Plaka, Atenas

Nas sua ruelas estreitas e (supostamente) sem automóveis, há sempre muita gente, sobretudo turistas. Talvez porque haja muitas lojas de souvenirs, sempre abertas, independentemente do dia semana que seja. Ou então porque por aqui há muitas tabernas, alternadas com pizzarias e restaurantes de comida rápida.
A rua Adrianon é a espinha dorsal deste bairro, transição da Atenas moderna para as zonas de inspiração oriental, muito confusas e desordenadas (sujas mesmo), de Monastiraki e Thissio. É uma espécie de placa giratória entre o mundo ocidental e a tradição mediterrânica oriental. Quem não conheça Atenas não preveria um bairro deste tipo, mesmo no sopé da Acrópole. E por isso uma passagem por lá é imprescindível, para captar a essência dos modernos gregos.

quarta-feira, março 01, 2006

Em busca das estátuas perdidas


De entre os enigmas mais interessantes da história arqueológica do Alto Tâmega, em Trás-os-Montes, sobressai o da explicação do aparecimento das chamadas estátuas castrejas do Lesenho, lugar do concelho de Boticas, distrito de Vila Real. Há quem lhes chame "guerreiros lusitanos", "guerreiros celtas" ou "estátuas galaicas".
Embora poucos arqueólogos as tenham estudado, sobre elas paira uma certa bruma de desconhecimento.
As estátuas encontradas no Lesenho são quatro. Este conjunto é significativo, sobretudo sabendo que em todo o noroeste peninsular, no âmbito das investigações sobre a civilização castreja, apenas se descobriram e são conhecidas 32 destas estátuas. As quatro do Lesenho pertencem ao espólio do Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia, actualmente instalado no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa. Uma delas, divide ao meio a porta de entrada daquele museu. Outra, ilustra a sua colecção permanente de joalharia pré-romana. As duas últimas - as acéfalas -, estão encaixotadas na arrecadação do museu.
O texto continua aqui.

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

Montalegre: a terra fria da montanha


Divido em Alto e Baixo, o Barroso reparte-se por duas zonas distintas, a que hoje em dia correspondem administrativamente dois concelhos. A sul, o de Boticas, que ocupa a região dos vales fundos e esvacados dos rios Tâmega, Beça, Terva e Covas. É o Baixo Barroso. A norte, Montalegre, no qual vamos agora incursar, assume-se como Alto Barroso. Aos barrosões, são indiferentes estas divisões e classificações. Todos são de Barroso e, quanto ao resto, fale-se de bois, que é isso que interessa.
Além de Boticas e Montalegre, as terras de Barroso ainda cobrem a freguesia de Soutelinho da Raia, no concelho de Chaves, bem como algumas freguesias dos concelhos de Vieira do Minho e de Cabeceiras de Basto. Esta identidade geográfica barrosã, actualmente apenas histórica, tem porém uma grande tradição autonómica regional: corresponde à antiga terra de Barroso, dotada de foral em 1273, por D. Sancho II, aí se incluindo os concelhos medievais de Montalegre, de Boticas – então centrado em Covas de Barros -, e de Ruivães, extinto em 1853.
Continua aqui.

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Douro Profundo.

Há quem aprecie vinho do Porto e há quem não o conheça verdadeiramente.
Longe dos hotéis de charme e dos passeios fluviais, das cubas de inox, com controlo de temperatura e das adegas desinfectadas, das casas nobres dos senhoritos do Porto e de Lisboa, fica o Douro profundo. É composto por uma teia de microcosmos, rudes e telúricos ambientes de pequenas quintas, onde se cultivam videiras e se produz vinho.
É o caso da Quinta da Gricha, de onde vêm os Portos da Churchill’s. O caseiro, o Sr. Celestino, se avisado com tempo, de bom grado oferecerá ao visitante um chouriço assado e um Porto branco seco de aperitivo.
A Quinta da Gricha fica na margem sul do Douro, no Douro Superior, tendo acesso por estrada asfaltada (cerca de 5 quilómetros) a partir de Ervedosa do Douro.

terça-feira, dezembro 27, 2005

O Casino de Biarritz.


Biarritz entrou na moda no tempo em que as ricas gentes de França se permitiam deslocar-se, por longas temporadas, para as cidades costeiras, durante o verão.

Na dobra do século XIX para o XX, a cidade atingiu o seu apogeu, sendo construído o elegente Hotel du Palais, num promontório sobranceiro ao mar e o Casino, junto da praia.

Actualmente, é um bela decadente, que procura uma vida nova, nos restaurantes, na animação de rua e na vida nocturna.

domingo, dezembro 25, 2005

Museu Memling, Bruges, Bélgica.

Hans Memling(1435-1494), pintor de origem alemão, foi um dos grandes expoentes da escola flamenga. Trabalhou sobretudo em Bruges, cidade onde morreu. Pintou temas religiosos e retratos (sobretudo dos ricos mercadores da sua cidade adoptiva).
Foi também em Bruges que se organizou a maior colecção conjunta da sua obra, no Museu Memling (Memlingmuseum), instalado no antigo Sint-Jans Hospitaal. Como colecção de arte, é o que é e não tem ambição de estar ao nível dos grandes museus mundiais. Como museu, é muito simpático, acolhedor e eficaz.

A entrada no museu custa 8€.
O preço inclui uma brochura de guia do museu e utilização de aparelhos de guia multimédia da visita.


domingo, novembro 27, 2005

Hotel Bahia Principe Costa Adeje, Tenerife

As férias aqui são um pouco caras e nem sequer são muito sofisticadas.
As bebidas servidas nas piscinas e nos bares e restaurantes (todas incluídas no preço do hotel), sobretudo os vinhos, podiam ser melhores.
Mas tudo o resto são vantagens.
Agora, que o tempo está de chuva, fica cada vez mais a ideia de que se o objectivo é descontrair e descansar, vale bem a pena.




quarta-feira, novembro 16, 2005

Destilaria Old Bushmills', Irlanda do Norte

A mais velha destilaria de whisky do mundo, ainda em funcionamento.

É visitável, todos os dias, até às cinco da tarde (última entrada às quatro horas).

segunda-feira, novembro 14, 2005

O flamenco nasceu em Triana

Triana fica na outra margem. No outro lado do Guadalquivir, na zona pobre, plebeia e desfavorecida de Sevilha. Ao menos é assim que se lhe referem os guias turísticos.
Nos dias de hoje, esta imagem vai ficando desactualizada. Mas vai-se mantendo, para que haja história para contar, por aqui ter sido inventado o flamenco, o canto da alma andaluz, fusão das várias sensibilidades de um lado e do outro do Mediterrâneo.
Na verdade, se actualmente se procurar um tablao flamenco, poderá encontrar-se em qualquer uma das margens do rio.
Normalmente, nestas casas de espectáulos onde também se janta, os ambientes são soturnos, para turistas do norte da Europa ou do Japão. Como se calculará, decadentes e deprimentes…
Fica a música e, nalguns casos, ficam também anónimos virtuosos da guitarra e do sapateado.

sexta-feira, novembro 11, 2005

Mont de Sainte Odile, Alsácia

Sainte Odile, ou Santa Adília, a jovem nobre medieval que deixou a sua confortável vida para se instalar neste rochedo, com uma comunidade de monjas, teve que suportar, por essa sua opção, dolorosos sacrifícios pessoais. Este fresco, na capela onde repousam os seus restos, relata o sacrifício do seu irmão, na sua presença, como forma de a demover da sua fé.


Ao lado do túmulo, uma fotografia do Papa João Paulo II, que visitou o Monte.


Do alto (703 metros de altitude), a paisagem é soberba. Logo aos pés, os vinhedos da Alsácia. Mais longe, o vale do Reno, que aqui separa França da Alemanha. Na linha do horizonte, a mancha escura e ameaçadora da Floresta Negra, já em território germânico.


O Monte de Sainte Odile tem estrada asfaltada, facilmente transitável, a partir de Obernai. O acesso às igrejas e capelas é livre e há serviços de apoio.

domingo, novembro 06, 2005

Museu Militar de Lisboa


Alabardas medievais e armaduras recolhidas em castelos de todo o país. Gigantescos canhões de bronze, sobrantes de construções de várias épocas do Império (é uma das maiores colecções do mundo do género). Sabres doados por famílias de nobres militares. Kalashnikov AK 47, encontradas na mata e as célebres G3, de fabrico nacional. De tudo isto se pode ver no Museu Militar.
O espaço é impressionante: um edifício barroco, construído após o terramoto, que veio a ser adaptado e propositadamente decorado para o efeito. Destacam-se as salas exuberantes, dedicadas à idade do ouro da história nacional (sobretudo a sala D. Maria II) e a grande sala aberta e majestosa onde se exibem as peças da “Grande Guerra” (será talvez a mais conseguida das suas salas).
Mais histórico que bélico, o Museu recorda grandes marcos da história lusitana. São particularmente interessantes os mapas, em três dimensões, das Linhas de Torres e da Batalha de Aljubarrota. O espaço sobre a guerra colonial (salas das Campanhas de África) é pequeno, mas consensual. Objectivamente, não escamoteia o milhão de soldados portugueses que combateram em África nem os 8 mil mortos em combate, mas prescinde de alusões panfletárias ou apologéticas. Correcto, portanto.
É um museu clássico, orgulhando-se de ser o mais antigo de Lisboa (a sua colecção foi pela primeira vez organizada em 1842).

O Museu Militar fica em frente da Estação de Santa Apolónia, em Lisboa, no Largo do Museu de Artilharia e pode ser visitado de terça a domingo, das 10 às 17 horas. O bilhete (somente para adultos), custa 1,5 €. A ala oriental do museu está, presentemente, em obras de remodelação.


sexta-feira, novembro 04, 2005

O check-point Charlie, Berlim.

Antes de 1989, a passagem entre as partes ocidental e oriental da Alemanha fazia-se de forma rigorosamente controlada, por muito poucos pontos de passagem.
Em Berlim, fazia-se pelo posto de controlo C, mundialmente conhecido por Checkpoint Charlie.
Actualmente, na zona já nada resta do Muro e todo o esquema fronteiriço foi removido, devolvendo-se o espaço à geografia da cidade. Sobram apenas simbólicas barreiras fronteiriças e uma também simbólica casa dos guardas, a meio da Friedrichstrass, junto do cruzamento com a Kochstrass. Por ali e nas redondezas negoceia-se todo o tipo de memorabilia do Muro e do regime comunista. E mais nada.

quarta-feira, novembro 02, 2005

Castelo de Carrickfergus, Irlanda do Norte

Chega-se a Carrickfergus pela estrada que sai de Belfast, ao longo da costa norte do Belfast Louch. Esta estrada tem estatuto de estrada marginal, nos subúrbios: está ladeada de palacetes e de fancy cottages; tem um tráfego muito intenso, sobretudo ao fim da tarde e aos fins de semana. Cerca de dez quilómetros após a capital do norte o subúrbio desagua numa aldeia de pescadores, onde foi implantado o maior castelo da Irlanda do Norte.
O castelo é visitável até às seis da tarde de cada dia.

"Carrickfergus", Van Morrison
I wished I had you in Carrickfergus,
Only for nights in Ballygrand,
I would swim over the deepest ocean,
The deepest ocean to be by your side.
But the sea is wide and I can’t swim over
And neither have I wings to fly.
I wish I could find me a handy boatman
To ferry me over to my love and die.
My childhood days bring back sad reflections
Of happy days so long ago.
My boyhood friends and my own relations.
Have all passed on like the melting snow.
So I’ll spend my days in endless roving,
Soft is the grass and my bed is free.
Oh to be home now in Carrickfergus,
On the long road down to the salty sea.
And in Kilkenny it is reported
On marble stone there as black as ink,
With gold and silver I did support her
But I’ll sing no more now till I get a drink.
I’m drunk today and I’m rarely sober,
A handsome rover from town to town.
Oh but I am sick now and my days are numbered
Come all ye young men and lay me down.

domingo, outubro 30, 2005

Cervejaria "A la Mort Subite", Bruxelas

Gueuzes, Lambics e outras que tais. A cerveja nem sequer é das melhores. Tem perfil de beberagem para turistas. Mas além dessas há outras, de fabrico artesanal e sazonal. Não serão consensuais, mas valem a visita.

Fica na Rue Montagne Aux Herbes Potagères, 7, em Bruxelas, a 5 minutos a pé da Grande Place.

terça-feira, outubro 25, 2005

Londonderry, Irlanda do Norte

Os locais preferem chamar-lhe apenas Derry.

Há duas décadas abria com regularidade os noticiários televisivos, pela violência de que era palco. Por aqui há grande actividade do IRA, que teima em não aceitar a população protestante. Esta, retribui.
A cidade é moderna e dinâmica. Mas isso não afasta o saudável ar provinciano e caseiro.
Londonderry é capital do condado do mesmo nome, um dos quatro que actualmente fazem parte da Irlanda do Norte, no topo da ilha. Tem estrada boa para Belfast e Dublin (em parte é autoestrada) e aeroporto. No demais, é um cidade europeia.

sexta-feira, outubro 21, 2005

Castelo de Haut Koeningsbourg, Alsácia

O ambiente é de doce montanha: elevada quanto baste para criar uma enorme sensação de desnível, mas arredondada e nada agreste nem inóspita. É o cenário ideal para historinhas do bosque, de Hansel e Gretel.

Nexte contexto romântico, faz todo o sentido encontrar um castelo, destruído havia séculos, que veio a ser recuperado há cerca de cem anos, quando a zona da Alsácia era território alemão.

A pedras das muralhas é rosada, como a de todos os grandes edifícios da região. É granito dos Vosges.

Bastiões, torres, panos de muralhas. Dir-se-ia ser um castelo medieval. Fica na cordilheira dos Vosges, na Alsácia central, a sul de Estrasburgo. Admite visitas que, quanto ao interior do Castelo, são pagas. Em alturas de férias, tem muitos visitantes e dificuldade de estacionamento.

quarta-feira, outubro 19, 2005

Jardim Botânico de Lisboa


Visitar o jardim Botânico da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa é uma experiência fora de tempo: o ambiente é de selva civilizada, arrumada e catalogada como nos livros do Tintim. Parece estar sempre para aparecer, detrás de um arbusto, o Professor Trifólio Girassol. Cada árvore tem uma placa identificadora pendurada no tronco. Estas placas metálicas dão conta do nome científico de cada espécie, o qual nem sempre tem tradução em português: magnolia grandiflora, ficus macrophyla, ginkgo biloba, taxus baccata, cycas revoluta, ficus sycomorus, cinnamomum camphora, Draceana Draco

O jardim está aberto todos os dias, das 9 às 18 horas (no verão fecha às 20). Aos sábados, domingos e feriados abre às 10 horas.
A entrada é paga e custa 1,5 € (para crianças e idosos, 0,6€).
É recomendável comprar o mapa roteiro, por 0,3 €.

domingo, outubro 16, 2005

Costa de Belfast, Irlanda do Norte


Diz-se de Belfast ser uma cidade feia, sem carácter específico que se veja nem pormenores que prendam a atenção. No mar da Irlanda, uma das coisas que mais impressiona, para quem vai do sul, é a amplitude das marés. Entre a maré baixa e a maré alta ficam vários metros de areia molhada, lama e sargaços. Aos marinheiros que fazem contas mal feitas, resta esperar umas horas para poderem sair para o mar.