
Bollullos del Condado, cidade a meio caminho entre Huelva e Sevilha, é o centro de uma antiquíssima região produtora de vinhos – há registo de que teriam muita fama no século XIV. Porém, a partir do século XVII o sucesso decaiu, com a expansão mundial dos vinhos de Jerez, muito mais sofisticados. Com a crise aqui e a expansão dos vinhos vizinhos, a produção do Condado passou a ser vendida para fazer Jerez. E nunca mais recuperou a sua identidade específica.
Actualmente existe uma Denominação de Origem Condado de Huelva. As vinhas da região estão quase todas localizadas em zonas planas e muito baixas. Apesar de não estarem demasiado próximas do mar, boa parte dos solos é constituído por areias. O clima é aqui caracterizado por verões muito quentes e secos (com frequência as temperaturas ultrapassam os 40 graus, no verão).
Em geral, os vinhos que se produzem são compostos por zalema, uma casta branca fresca e muito frutada, que dá origem ao Vino Dulce, que se vende ao litro nas casas de comidas. Também se produz Pedro Ximenez, muito mais pastoso e concentrado. E, claro, há blends, a que por aqui se chama Mistela (!). Em qualquer dos casos, a granel, este vinho é normalmente muito barato (o preço de referência será 2 € por litro e o vendedor oferece o garrafãozito de plástico). Propicia, ele mesmo, geladinho, uma excelente sobremesa de verão.
Esta é, talvez, a única anotação que vale a pena reter desta velha senhora cidade andaluza produtora de vinho.







E tudo começou com um par de corvos, porventura abundantes nos campos ingleses, mas estranhos nos habitats de Lisboa. São Vicente morreu em Valência (a do arroz à valenciana), no século IV A.C., portanto ainda no tempo do Império Romano. Só no século XII os seus restos (concerteza em estado deplorável), foram transportados para Lisboa, num barco onde viajaram, simbolicamente, dois corvos que – evidentemente - não sabiam que iriam ser um dos grandes ícones de Lisboa. O actual mosteiro começou a ser construído no século XVI e foi inaugurado em 1629.





As fotografias não são da Semana Santa, mas podiam ser. Sevilha tem festas santas durante todo o ano. Há centenas de igrejas e dezenas de confrarias religiosas, cada uma com o seu padroeiro e dia de festa. E rivalizam na dimensão das suas procissões pelas ruas do seu bairro.




















