Quem vai de férias para o Algarve, em regra, não procura erudição nem está à espera de encontrar grandes museus. Por isso, é agradavelmente surpreendente a visita ao Museu Municipal de Arqueologia de Silves. É um pequeno museu, de visita fácil e rápida, que recolhe peças arqueológicas encontradas na região, procurando ilustrar a passagem por aqui dos períodos mais marcantes da história.Na sala de entrada reúnem-se peças da pré-história, do Paleolítico à Idade do Bronze. Podem ainda ver-se achados da Idade do Ferro e do período romano. Noutra vertente, o museu reúne algumas peças referentes à reconquista cristã de Silves, por D. Sancho I (1189) e por D. Afonso III (1242). Porém, o espólio mais interessante é o respeitante ao período muçulmano. Recorde-se que Silves foi muçulmana desde 713, tendo integrado o Emirato e depois o Califado de Córdova. Foi sede do Reino Taifa de Silves e mais tarde foi ocupada pelos almorávidas e depois pelos almóadas.
A peça central do museu é um original poço circular, construído em grés de Silves, com perto de duas dezenas de metros de profundidade. Destinava-se a armazenar e a abastecer de água potável. Terá sido construído entre os séculos XII e XIII e tem a particularidade de ter em volta uma escada circular que desce quase até ao seu fundo. Está muito bem preservado e, só ele, vale a visita.O museu abriu ao público no início da década de 1990. Está aberto todos os dias, com excepção dos domingos e feriados, das 9 às 18 horas. A entrada custa 1,5€, sendo gratuita para crianças, estudantes, professores e reformados. Fica na entrada do recinto amuralhado da cidade, a dois passos da Câmara Municipal. Não é fácil estacionar por aqui, sobretudo no verão.






O edifício é discreto e não se dá por ele. Baixo, revela preocupação com a sua inserção no ambiente campestre. O jardim, está primorosamente cuidado, abrindo a passagem para o campo de golfe, aberto e arborizado. O ambiente é pacífico e tranquilizador. Em toda a volta o campo é ondulado, com pequenas colinas. O hotel fica no meio de verde e pouco mais: lagos, o campo de golfe, coelhos e patos.

















E tudo começou com um par de corvos, porventura abundantes nos campos ingleses, mas estranhos nos habitats de Lisboa. São Vicente morreu em Valência (a do arroz à valenciana), no século IV A.C., portanto ainda no tempo do Império Romano. Só no século XII os seus restos (concerteza em estado deplorável), foram transportados para Lisboa, num barco onde viajaram, simbolicamente, dois corvos que – evidentemente - não sabiam que iriam ser um dos grandes ícones de Lisboa. O actual mosteiro começou a ser construído no século XVI e foi inaugurado em 1629.





As fotografias não são da Semana Santa, mas podiam ser. Sevilha tem festas santas durante todo o ano. Há centenas de igrejas e dezenas de confrarias religiosas, cada uma com o seu padroeiro e dia de festa. E rivalizam na dimensão das suas procissões pelas ruas do seu bairro.

