É visitável, todos os dias, até às cinco da tarde (última entrada às quatro horas).
Anotações e imagens daqui e dali.
Triana fica na outra margem. No outro lado do Guadalquivir, na zona pobre, plebeia e desfavorecida de Sevilha. Ao menos é assim que se lhe referem os guias turísticos.
Sainte Odile, ou Santa Adília, a jovem nobre medieval que deixou a sua confortável vida para se instalar neste rochedo, com uma comunidade de monjas, teve que suportar, por essa sua opção, dolorosos sacrifícios pessoais. Este fresco, na capela onde repousam os seus restos, relata o sacrifício do seu irmão, na sua presença, como forma de a demover da sua fé.
Ao lado do túmulo, uma fotografia do Papa João Paulo II, que visitou o Monte.
Do alto (703 metros de altitude), a paisagem é soberba. Logo aos pés, os vinhedos da Alsácia. Mais longe, o vale do Reno, que aqui separa França da Alemanha. Na linha do horizonte, a mancha escura e ameaçadora da Floresta Negra, já em território germânico.
O Monte de Sainte Odile tem estrada asfaltada, facilmente transitável, a partir de Obernai. O acesso às igrejas e capelas é livre e há serviços de apoio.

Alabardas medievais e armaduras recolhidas em castelos de todo o país. Gigantescos canhões de bronze, sobrantes de construções de várias épocas do Império (é uma das maiores colecções do mundo do género). Sabres doados por famílias de nobres militares. Kalashnikov AK 47, encontradas na mata e as célebres G3, de fabrico nacional. De tudo isto se pode ver no Museu Militar.
O espaço é impressionante: um edifício barroco, construído após o terramoto, que veio a ser adaptado e propositadamente decorado para o efeito. Destacam-se as salas exuberantes, dedicadas à idade do ouro da história nacional (sobretudo a sala D. Maria II) e a grande sala aberta e majestosa onde se exibem as peças da “Grande Guerra” (será talvez a mais conseguida das suas salas).
Mais histórico que bélico, o Museu recorda grandes marcos da história lusitana. São particularmente interessantes os mapas, em três dimensões, das Linhas de Torres e da Batalha de Aljubarrota. O espaço sobre a guerra colonial (salas das Campanhas de África) é pequeno, mas consensual. Objectivamente, não escamoteia o milhão de soldados portugueses que combateram em África nem os 8 mil mortos em combate, mas prescinde de alusões panfletárias ou apologéticas. Correcto, portanto.
É um museu clássico, orgulhando-se de ser o mais antigo de Lisboa (a sua colecção foi pela primeira vez organizada em 1842).
O Museu Militar fica em frente da Estação de Santa Apolónia, em Lisboa, no Largo do Museu de Artilharia e pode ser visitado de terça a domingo, das 10 às 17 horas. O bilhete (somente para adultos), custa 1,5 €. A ala oriental do museu está, presentemente, em obras de remodelação.

Chega-se a Carrickfergus pela estrada que sai de Belfast, ao longo da costa norte do Belfast Louch. Esta estrada tem estatuto de estrada marginal, nos subúrbios: está ladeada de palacetes e de fancy cottages; tem um tráfego muito intenso, sobretudo ao fim da tarde e aos fins de semana. Cerca de dez quilómetros após a capital do norte o subúrbio desagua numa aldeia de pescadores, onde foi implantado o maior castelo da Irlanda do Norte.
Gueuzes, Lambics e outras que tais. A cerveja nem sequer é das melhores. Tem perfil de beberagem para turistas. Mas além dessas há outras, de fabrico artesanal e sazonal. Não serão consensuais, mas valem a visita.
Os locais preferem chamar-lhe apenas Derry.
Há duas décadas abria com regularidade os noticiários televisivos, pela violência de que era palco. Por aqui há grande actividade do IRA, que teima em não aceitar a população protestante. Esta, retribui.
A cidade é moderna e dinâmica. Mas isso não afasta o saudável ar provinciano e caseiro.
Londonderry é capital do condado do mesmo nome, um dos quatro que actualmente fazem parte da Irlanda do Norte, no topo da ilha. Tem estrada boa para Belfast e Dublin (em parte é autoestrada) e aeroporto. No demais, é um cidade europeia.
Nexte contexto romântico, faz todo o sentido encontrar um castelo, destruído havia séculos, que veio a ser recuperado há cerca de cem anos, quando a zona da Alsácia era território alemão.

A pedras das muralhas é rosada, como a de todos os grandes edifícios da região. É granito dos Vosges.



Desenhado por Anton Gaudí, o arquitecto catalão nascido em Réus em 1852, a pedido do industrial Eusebi Güell. Foi construído entre 1900 e 1914, embora o projecto nunca tenha sido cumprido. Originariamente, destinava-se a ser um parque residencial com 60 moradias de luxo num condomínio fechado. Apenas vieram a ser construídas duas das casas planeadas. Uma delas, depois da morte do arquitecto (em 1926) foi convertida na Casa-Museu Gaudí.

Glendalough, em gaélico Gleann da Locha, o vale dos dois lagos, é um dos mais fantásticos locais monásticos do país. O vale é edílico, atravessado por um rio de águas muito limpas e frias que liga os seus dois lagos (o superior e o inferior). Há ali um mosteiro, dividido em pequenos edifícios, algo inorgânicos. Foi fundado no século VI, por Saint Kevin, um dos fieis seguidores de Saint Patrick, o introdutor do cristianismo da Irlanda e padroeiro da ilha. Aliás, Saint Kevin veio a ser sepultado no local, na Saint Mary’s Church, igreja católica do século X.
Além desta igreja, o conjunto monumental religioso inclui cruzes em pedra, capelas e uma torre redonda. As torres redondas são edificações comuns na Irlanda central. Eram usadas pelos monges para armazenar e proteger manuscritos e utensílios valiosos. Não se sabe ao certo quando começaram este tipo de torres a ser construídas, mas supõe-se que terá sido quando os vikings começaram a saquear as costas da Irlanda. Esta, como as outras, é construída em granito e tem mais de 30 metros de altura (a base terá cerca de 5 metros de diâmetro).
No vale há um hotel, com restaurante.
Glendalouch, no coração das Wicklow Mountains, fica na província de Leinster, condado de Wicklow, a cerca de 40 quilómetros ao sul de Dublin.
A universidade foi inaugurada em 1425. Ao contrário do que acontece com muitas universidades europeias, a Católica de Lovaina está espalhada pela cidade. Algumas das suas instalações têm variado de edifício e alguns dos tradicionais edifícios da universidade já variaram de funções. A reitoria fica na Naamstraat, onde ficam também os edifícios da maior parte dos antigos colégios universitários. A biblioteca, que tem mais que 3 milhões de livros, fica num exuberante edifício na Monseigneur Ladeuzeplein.
O edifício da câmara municipal de Lovaina, considerado pelos guias turísticos locais o mais bonito edifício municipal do mundo, foi construída no século XV. Tem uma magnífica fachada recortada em cerca de 300 nichos, que foram decorados com outras tantas figuras representativas de personalidades da vida flamenga.
Normalmente, estão instalados no piso térreo de casas antigas. A fachada, para a rua, está revestida de madeira pintada de corres garridas, atravessada por grandes superfícies vidradas, que dão luz ao interior. Este, é normalmente todo em madeira, o que cria ambientes caseiros e acolhedores. Para isso contribui a música, muitas vezes tocada ao vivo. Também para isso contribui o serviço simpático, em regra ao balcão. Este ambiente é propício à oferta de rodadas. Nestes casos, deve retribuir-se.
A bebida é, em geral, a cerveja e a medida é a pint (0,45 l). Bebe-se sobretudo Guiness, mas também Kilkenny e Tetley. No entanto, nos pubs irlandeses servem-se todo o tipo de bebidas alcoólicas. Nalguns locais – não muitos -, serve-se comida. Normalmente, há sanduíches.
Embora os pubs abram quase todos de manhã, só se animam a partir das 6 horas da tarde. Fecham às onze da noite e a hora é para respeitar.
No século XI um grupo de pedreiros viajou desde a Lombardia até aos Pirinéus. Aqui, veio a construir um conjunto de igrejas. Esta actividade prolongou-se até ao século XIII e dela resultaram 24 edifícios religiosos.
Marcou todos eles o estilo romano lombardo: pequenos templos de uma ou três naves, com muito poucas aberturas para o exterior, de pedra da região, cuidadosamente trabalhada. Os telhados são de duas águas, cobertos de telhas de lousa. No topo das igrejas, ábsides decoradas com pequenos arcos de volta redonda e bandas lombardas. O conjunto é sempre muito sóbrio, austero mesmo. Há duas características que marcam a diferença das igrejas maiores: por um lado, uma torre sineira, com vários andares, que nalguns casos são seis; por outro, as pinturas a fresco, das quais valem particularmente a visita as de Santa Maria de Taüll e as de Sant Climent, também em Taüll. Além destas duas igrejas são ainda referências obrigatórias, no conjunto das duas dezenas de templos, as igrejas de Sant Joan de Boí e de Santa Eulália d’ Erill la Vall. Com excepção da primeira delas, todas as restantes são de entrada paga (bilhete 1,2€).
A Unesco reconheceu o valor do conjunto e declarou-o património da Humanidade.
O Vall de Boí fica nos Pirinéus da Catalunha, na província de Lleida, entre esta cidade e o Vall d’Aran. Em Erill la Vall, fica o Centro de Interpretação (Centre d’Interpretació del Romànic, Carrer del Batalló, 5, 25528 Erill la Vall, telefone +34.973.696.715, e-mail centreromanic@vallboi.com).
Fica no Carrer de les Ballesteries, em Girona, Catalunha. Uma boa parte dos livros que vende está impressa em catalão. Mas a maioria esmagadora é em castelhano. O tema é comum a todos: viagens, percursos, realidades locais. Tem milhares de títulos disponíveis: guias, mapas, roteiros, relatos, romances de viagens. De todo o mundo. Mais do que têm, em conjunto, todas as presunçosas livrarias de Lisboa. Tudo, numa modesta cidade de província.
Fica no norte de Aragão, a caminho dos Pirinéus, em estrada secundária que só aparece nos mapas mais pormenorizados. A aparência exterior é discreta, modesta, até. Mas já foi visitado pelo Rei Juan Carlos, cuja fotografia se exibe na parede do átrio da entrada.
O Pergamonmuseum, na Ilha dos Museus (Museuminsel, uma ilha no rio Spree) de Berlim, é uma referência mundial. Por boas e más razões. É um dos grandes museus da Humanidade, por um lado. Por outro, recolheu peças ilicitamente transportadas desde o médio oriente e o Mediterrâneo, contra a vontade das autoridades locais.
Tem uma fantástica colecção de arte islâmica e de arte do próximo oriente. São notáveis as peças com inscrições de escrita cuneiforme. Valem a visita as várias peças de arquitectura monumental reconstruída. É sobretudo o caso da enorme porta do mercado de Mileto, o fantástico altar de Pérgamo e a impressionante porta de Isthar, trazida das ruínas da Babilónia.
O museu pode visitar-se todos os dias, com excepção de segunda-feira. Abre das 10 horas às 18 (à quinta-feira só fecha às 22 horas). O bilhete de entrada custa 8 €.

A Porta de Bandemburgo, ou Brandenburger Tor, talvez o mais conhecido ícone do Berlim moderno, foi também durante muito tempo o símbolo da separação da cidade em duas, pelo Muro. Ficava em terra de ninguém, na antiga zona da Alemanha de Leste, inacessível de ambos os lados.
De novo, para os tempos que correm, a Porta de Brandemburgo foi aberta, permitindo a passagem entre os antigos sectores leste e oeste da cidade, a 22 de Dezembro de 1989, um mês e meio depois da queda do Muro de Berlim.
É uma construção em pedra calcária do final do século XVIII e destinou-se a ser uma das portas de entrada na antiga cidade.Nesta zona, terminal de duas das grandes avenidas de Berlim, a Unter den Linden do lado leste e a Strass des 17 de Juni do lado oeste, estão instaladas uma boa parte das novas embaixadas de países estrangeiras. Em sinal de modernidade, aliás, boa parte dos países optaram por construir embaixadas de arquitectura de vanguarda. É o caso do conjunto das embaixadas dos países nórdicos, construídas em pedra, madeira e aço, representativos dos materiais locais, ou o caso do impressionante conjunto granítico da embaixada do México.