segunda-feira, janeiro 25, 2010
Miradouro de São Lourenço, Chaves
terça-feira, janeiro 12, 2010
Pirâmides de Gizé, Egipto
Gizé é facilmente atingível a partir do Cairo, de táxi, já que não existe nenhum ou outro qualquer meio de transporte colectivo que um estrangeiro possa usar com sucesso e eficácia. O recinto abre muito cedo, logo pelas 8 horas, mas fecha igualmente cedo, pelas 17 horas (os guardas egípcios gostam de cumprir o horário do encerramento, tratando de o executar, literalmente expulsando os visitantes, meia hora antes da hora de fecho).
sábado, janeiro 09, 2010
Moscovo
Henri Cartier-Bresson, o mítico fotógrafo viajante francês do século XX, fundador (com Robert Capa), da Agência Magnum, em Nova Iorque, percorreu a URSS na década de 1950, altura em que muito poucos cidadãos de países ocidentais logravam tal façanha. Quando chegou, de comboio, a Moscovo, ficou extasiado pela dimensão da cidade. Registou nas suas anotações que se sentiu como um campónio que chegou à cidade.De certa forma, também assim se sentiu o viajante, ao chegar à maior cidade da Europa – no início do século XXI, Moscovo terá cerca de 10 milhões de habitantes). Mas a grandeza da cidade não é de agora. Esta cidade gigantesca foi capital da Rússia desde a Idade Média até que o Czar Pedro o Grande a transferiu para São Petersburgo, no início do século XVIII. Voltou a ser de novo capital após a revolução bolchevique, de 1917.
Nela anotou o viajante a rede de metro gigantesca mas muito eficaz e a imensa teia de aranha de vias rodoviárias, que percorrem a zona urbana e os subúrbios. Por todo o lado se encontram zonas arborizadas, a separar os bairros. Estes bairros, ainda herdados do regime comunista, são todos imensos, muito cinzentos e todos iguais uns aos outros. Percebe-se que até há 20 anos eram dormitórios sem vida nem actividade. É curioso como após a implantação da economia de mercado, nas zonas de passagem de pessoas, por exemplo, junto das saídas do metro, surgiram pequenas lojas improvisadas que vendem bens de primeira necessidade. Será, talvez, a forma como a cidade supre a falta de comércio de bairro estruturado.
Faltaram ao viajante os cafés e bares (apenas encontrou barracas na rua com o nome de café) e lamentou que todos os restaurantes estejam no centro e sejam muito caros.De facto, parece que são uma das inovações do capitalismo que a população russa ainda não pode pagar: aqueles que querem beber uma cerveja, compram a lata numa dessa barracas e bebem na rua. Também só há táxis no centro. Em alternativa aos transportes públicos é por isso muito frequente ver pessoas nos passeios, na beira da estrada, a pedir boleia – o sistema supõe que quem vá de boleia pague uma pequena quantia ao condutor, acordada antes de entrar no veículo.
Na rua, as pessoas são taciturnas e não sorriem nem falam, a não ser que seja necessário. Não se cumprimentam quando se dirigem a outras – para comprar coisas, por exemplo; também não desejam bom dia nem agradecem nada, por rotina; dizem apenas o indispensável. Do outro lado de Moscovo estão os novos-ricos, herdeiros por processos pouco claros da nomenklatura do regime soviético. sexta-feira, janeiro 08, 2010
Podgorica, Montenegro
Leu o viajante, durante a sua estadia na capital da nova República de Montenegro, que “Podgorica é um sítio para chegar, fazer o que tem que se fazer e andar”. Assim fez e não se arrependeu. De facto, a capital deste estado balcânico, até 2006 integrante de uma federação herdeira da antiga Jugoslávia, tem muito pouco interesse.
Nada tem o viajante contra a Baixa da Banheira, cujo nome conhece, mas onde nunca foi. Não sabe exactamente se o impressionismo do nome desta localidade da margem sul do Tejo espelha a realidade daquela terra. Porém, ao chegar a Podgorica, teve o viajante a sensação de poder ter chegado à Baixa da Banheira. A cidade não é grande e tem algumas avenidas largas, traçadas em época moderna, no tempo em que se chamava ainda Titograd e se integrava na Jugoslávia. Além disso, tem bairros antigos, sem charme ou interesse algum, que parecem antigas aldeias negligenciadas da periferia de Lisboa que, com a pressão imobiliária foram envolvidos por urbanizações massivas.
Tem o viajante encontrado por este mundo fora países pequenos com cidades e capitais com muita alma. Mas não foi o caso desta cidade, capital de Montenegro. Ficou-lhe a impressão de um enorme subúrbio, sem garra, com uma ou outra estátua a ocupar o lugar cêntrico de um jardim degradado. Pelo contrário, os habitantes revelaram-se gente dinâmica, alegre e activa. Passeiam pela cidade e desfrutam das comodidades urbanas pela noite dentro. Podgorica, com pouco mais de 100 mil habitantes tem casinos que funcionam 24 horas por dia!quarta-feira, janeiro 06, 2010
Txapela, taberna vasca, Barcelona.
Não tem o viajante recomendado muitos restaurantes por aqui. E quando o tem feito é, em regra, para referir um outro tipo, no qual não cabe o Txapela. É um bar de tapas, á espanhola, podendo comer-se nas mesas ou também no balcão. É animado, sempre com muito ruído de copos e pratos a serem servidos. Sendo em Espanha, claro que atravessam o ar imensas conversas em voz alta.
As tapas e os pintxos são uma fórmula de sucesso. Recorda o viajante que há já vários anos que chegaram a Portugal e foram muito bem sucedidos. As tapas são baratas e não empanturram. E são o melhora acompanhamento para uma “copa”. No Txapela servem Estrella Damm, talvez a melhor cerveja espanhola.
E a acompanhá-la, “xistorra”, linguiça de Navarra, condimentada, mais dura e consistente que o “sagardoa”, chouriço mais macilento, mas muito saboroso, cofitado em cidra. Ou então “arantxa” que é uma das campeãs – espetada de gambas, cogumelos e bacon, temperados com ervas e flor de sal. O “pop” é uma espetada de rodelas de polvo em vinagrete. Do mesmo género é o “vizcaya”, espetada de lagostim, salmão e maruca, com pimento picante, de piquillo. A “esquixada”, é uma receita catalã: salada de bacalhau picado com tomate e azeite. Já a “urola”, ou escalivada com anchovas, é uma receita maiorquina, onde predominam legumes assados no forno. Quanto ao “txiki”, são peixinhos em vinagrete. Além de muitos outras, que o viajante não conseguiu degustar, podem tomar-se ainda outras tapas e pintxos mais vulgares, como o “ibèric”, tapa de presunto serrano, ou o “patxi aizpuru”, de salmão fumado com queijo fresco.O Txapela fica no Passeig de Gracia, nº 8, 08007 Barcelona (telefone 93.412.0289).
segunda-feira, janeiro 04, 2010
Vilnius, Lituânia
sábado, janeiro 02, 2010
Pipa, Rio Grande do Norte, Brasil
A imprensa de viagens fez de Pipa uma das mecas dos turistas que procuram o nordeste brasileiro. O cliché é perfeito: clima fantástico, praias paradisíacas, preços baratos e a garantia de um povo amigável e simpático; para portugueses ainda a facilidade da língua e a similitude de hábitos com os locais.Calhou ao viajante passar por perto e o apelo parecia magnético e irrecusável. Por isso, lá foi o viajante de carro, vindo de Natal. A viagem durou cerca de duas horas, em parte por estradas nacionais e em parte por estradas estreitas, através de aldeolas no mato.
Há autocarros a partir da capital do Rio Grande do Norte, mas é bem sabido o desconforto, a imprevisibilidade e insegurança dos transportes públicos neste tipo de paragens. O “vilarejo”(é a expressão local) de Pipa é na verdade um lugarejo de uma só rua, estreita e sinuosa, rodeada de velhas casas de pescadores, agora transformadas em “creperias” ou “mercadinhos”, ou lojas de artesanato. Todas elas pouco cuidadas e sem sofisticação alguma. Parece o Algarve, nos anos setenta, mas em versão tropical.
A condizer, o ambiente é descontraído. Leia-se desorganizado, quase a querer evocar a herança hippy. Aliás, Pipa foi “inventada” por hippies que aqui chegaram nos anos 70 e ficaram, abrindo “pousadas” caseiras e descontraídas, familiares e pouco exigentes. É verdadeiramente uma estância de férias alternativa, para desportistas e artistas livres.
Dito isto, tem o viajante que esclarecer que, apesar disso, gostou da jornada e até a recomenda. Na verdade, próximo de Pipa há praias como nenhumas outras que o viajante conheça na costa brasileira. Além da Praia do Amor (assim conhecida porque a linha da areia lembra a forma de um coração…), merece particular referência a Praia do Madeiro. É uma linha de areia finíssima encosta a uma falésia de argila, coberta de densa floresta atlântica. Em frente, a Ponta do Madeiro é uma zona de reserva natural, de acesso restrito: aqui vêm regulartmente desovar tartarugas marinhas. O acesso à Praia do Madeiro é feito por uma rude escada construída por troncos de coqueiros, formando degraus (170!). Lá em baixo, há um ou dois bares de praia, mas não há energia eléctrica. E tudo o que se vende foi carregado às costas…É quase ofensivo deixar dito que a água é limpa. É claro que é limpa! E quente. Muito quente mesmo! E se o banhista tiver sorte verá golfinhos, a nadar ou a saltar nas ondas, à frente do seu nariz. Ouviu o viajante este discurso ao motorista que o conduziu desde Natal e logo identificou a conversa típica de guia turístico… Porém, a verdade é que na curta hora que aqui acabou por passar, os golfinhos apareceram, a meio da baía, a talvez 100 ou 200 metros do areia, indiferentes às poucas dezenas de banhistas que por aqui andavam.
Pipa fica no município de Tibau do Sul, 80 quilómetros a sul de Natal. A estrada de acesso é sempre asfaltada, embora em boa parte seja sinuosa, atravessando campos de coqueiros e enormíssimas extensões de cana-de-açúcar. Além, claro, de povoados muito pobres. A alternativa é o percurso da praia, muito mais curto, mas igualmente demorado. Faz-se de buggy, pela areia, aproveitando a maré vazia.sexta-feira, janeiro 01, 2010
Minde, Alcanena, Santarém
quinta-feira, dezembro 31, 2009
Mosteiro de Kyiv-Pechersk Lavra, Kiev, Ucrânia
O leste da Europa – e em particular o território anteriormente correspondente à União Soviética -, tem-se revelado ao viajante como uma caixa de surpresas. No passado, o acesso turístico a estas terras estava vedado. Desde logo, porque era impossível ir lá. Mas sobretudo porque sobre elas pairava um véu místico, de medo do KGB, do controlo militar e da asfixia exercida pela estrutura do partido comunista. Kiev, capital da Ucrânia, foi a terceira da União Soviética. Foi uma das suas cidades emblemáticas – foi até uma cidade modelo socialista.
Porém, já muito antes disso, a Ucrânia tinha sido um dos centros mais importantes da igreja ortodoxa aquando do grande cisma do ocidente. Foi da Ucrânia que a religião se expandiu para a própria Rússia. E, na Ucrânia, o coração da Igreja Ortodoxa foi o Mosteiro de Kyiv-Pechersk Lavra, actualmente no limite urbano de Kiev, a sul da cidade. O mosteiro foi fundado no século XI e é ainda hoje em dia um dos lugares mais santos da igreja ortodoxa. É mesmo o maior lugar de culto e peregrinação da Ucrânia. Terá sido fundado no ano de 1051, por monges que já aqui viviam, em grutas. Estas grutas ainda hoje em dia guardam as sepulturas, que são visitáveis, de monges.
Teve o viajante oportunidade de visitar um mosteiro restaurado, reluzente nas suas cúpulas, pintado e lavado. Porém, o mosteiro teve ao longo da história muitas vicissitudes, sendo por diversas vezes destruído. A versão actual é sobretudo resultado de obras do século XVII e de obras de reconstrução, após a segunda guerra mundial, na segunda metade do século XX. Durante o estalinismo o mosteiro foi gerido pelo Estado e só após a queda do comunismo e a declaração da independência de Ucrânia voltou a ter monges e a presença da Igreja Ortodoxa. Actualmente, funciona aqui um seminário e aqui reside o chefe máximo da Igreja Ortodoxa da Ucrânia.
O mosteiro é também património da Unesco e, achou o viajante, só ele já justifica uma visita a Kiev. A visita faz-se sobretudo às várias igrejas. Nelas, impressionaram o viajante as cúpulas douradas, em forma de cebola, que as coroam. Bem se vê que são recentes, muito polidas e brilhantes, mas nem por isso deixam de deslumbrar. De entre as igrejas sobressai a rica catedral da “Dormition” e a respectiva fachada decorada, restaurada recentemente, após muitos séculos de sucessivas destruições. É actualmente um panteão de ilustres ucranianos. Ao lado, merece visita o edifício do antigo refeitório dos monges, com igreja anexa. Também magnífica, achou o viajante, é a torre do campanário, com mais de 96 metros de altura e extensamente decorada. Quanto às outras igrejas, a de Todos os Santos, do século XVII, é das mais originais. E ainda se podem visitar a Igreja da Natividade e a Igreja da Exultação da Cruz.
O espaço é vedado e a entrada, com horário, é paga. Foi o viajante auxiliado na compra do bilhete pelo seu intérprete que talvez o tenha igualmente ludibriado na conversão para a moeda local. Normal… Evidentemente, nesta terra de escassíssimos turistas (e muito menos estrangeiros), o preço apenas está afixado em ucraniano (em caracteres cirílicos). E raras são aqueles que falam língua estrangeiras. Em todo o caso, há outras entradas, para além da principal, por onde entram os locais. Por aqui não se cobram bilhetes nem se limitam as visitas à entrada até às 5 da tarde. Além do bilhete é importantíssimo comprar também um guia com mapa, porque o recinto do mosteiro é grande e não há indicações para visitantes. O Mosteiro de Kyiv-Pechersk Lavra fica a cerca de 3 quilómetros do centro de Kiev. O acesso por táxi será fácil e não será caro. Também será fácil chegar em autocarro e há uma estação de metro a menos de um quilómetro. A pé, chega-se do centro em 40 minutos e o passeio é agradável, pelos jardins sobranceiros ao rio Dniepr.quarta-feira, dezembro 30, 2009
São Pedro do Sul, Beira Alta, Portugal
Pelos vistos, a fama do local e do poder curativo das águas de São Pedro do Sul já vem do tempo da ocupação romana da Península Ibérica. Esta constatação não foi novidade ou surpresa para o viajante: a generalidade das actuais termas portuguesas foi “descoberta” e explorada pelos romanos, que nelas buscavam a tal SPA, ou salute per aquam.
Aquilo que o viajante encontrou em São Pedro do Sul, em visita invernal, foi uma pequena terra de província, calma e adormecida. Talvez no verão o sítio seja mais animado.Encontrou uma bonita zona fluvial, muito bem arranjada. E o resto do centro da terra igualmente cuidado. Quanto às águas, muito quentes, não as experimentou o viajante, mas soube de quem o fez que fazem bem ao aparelho digestivo e ao reumatismo.
No antigo regime, São Pedro do Sul era local de férias familiares de reformados e pensionistas, que aqui passavam temporadas em tratamentos, em ambiente modesto e português suave, com recato, sobriedade e frugalidade. Este estereotipo caiu em desuso e já não se adequa às exigências modernas. Por exemplo, ao antigo Grande Hotel, não bastava ter no seu currículo festas no salão e a aura de hotel de época: por isso se renovou.
Calhou ficar o viajante no Hotel Inatel Palace, uma versão melhorada do antigo Grande Hotel de São Pedro do Sul. Este hotel clássico foi inaugurado em 1930 e, na altura, tornou-se conhecido por ter mais de 100 quartos e pelo seu enorme salão, onde se realizaram imensas festas e bailes que ficaram célebres. Veio a ser propriedade da FNAT, instituição antiga, antecessora do INATEL, que comprou o hotel em 1959, altura em que estava já em decadência. Foi renovado e agora passou a ter apenas 77 quartos, melhores que os antigos. Mantém o magnífico salão, agora como restaurante. Esta versão moderna passou a ser menos pretensiosa. Continua a ter peneiras e a ser provinciana, mas está muito mais agradável. As instalações são confortáveis e a decoração foi cuidada. Sem luxo (diárias a rondar os 30 ou 40 €) propicia estadias tranquilas. Talvez falhe um pouco no serviço de restaurante.
São Pedro do Sul fica a 28 quilómetros de Viseu, com acesso a partir da A25, antigo IP5. O percurso demora meia hora, por estradas sinuosas, embora em geral em bom estado. O Inatel Palace fica muito próximo das termas. Mais informações podem ser obtidas em www.inatel.pt, embora o site seja muito fraco e de difícil consulta.terça-feira, dezembro 29, 2009
Pristina, Kosovo, Setembro de 2006
terça-feira, dezembro 08, 2009
Cairo, Egipto
terça-feira, dezembro 01, 2009
A cerveja checa
Em plena Boémia, na sua zona mais ocidental, fica Plzen, onde foi inventada a primeira cerveja do tipo Pilsen, ou pilsener. A origem desta produção tradicional está na Idade Média, quando o rei checo Venceslau II outorgou a um conjunto de famílias da cidade o direito exclusivo de fabricar cerveja, usando os métodos tradicionais, ao estilo de Plzen, portanto. Mais tarde, no século XIX, os descendentes destas linhagens, todos pequenos produtores, acabaram por criar uma empresa de dimensão municipal, a que chamaram Plzensky Prazdroj, onde viria a nascer uma mítica cerveja de cor âmbar claro, que agora se vende em mais de 50 países diferentes: a Pilsner Urquell.
Não muito distante, a poucas dezenas de quilómetros, fica Ceske Budejovice, igualmente um antigo centro cervejeiro, tal como o de Plzen, com origem no século XIII. Aqui se produz a mundialmente famosa Budweiser Budvar, que há alguns anos intentou um processo em tribunal contra o seu representante no mercado norte-americano. Em causa estava o direito sobre o nome da marca. Por esta razão, desde então, nos Estados Unidos esta cerveja é produzida com o petit nom de Bud, ficando o original para a casa checa. Será, talvez, a cerveja mais difundida por todo o mundo.
Um pouco mais a sul fica Cesky Krumlov, uma fantástica vila medieval, classificada como Património da Humanidade pela UNESCO e rodeada pelo rio Vltava. Aqui, as tradições cervejeiras são igualmente medievais mas, ao contrário das de Ceske Budejovice e das de Plzen, a industrialização foi muito mais limitada e a Eggenberg, a cerveja local, não alcançou a dimensão das outras marcas cervejeiras. Talvez por isso, em Cesky Krumlov predominam ainda as pequenas cervejarias, que vendem o seu próprio produto, normalmente muito cerealado e espesso, de cor escuríssima e travo agridoce.
domingo, novembro 29, 2009
Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota, Portugal
Não é o viajante militarista nem adepto da perspectiva segundo a qual a história é uma mera sucessão de feitos guerreiros - pelo contrário. Além disso, sem reservas o diz, gosta o viajante de Espanha, onde se sente como numa segunda pátria; sente os espanhóis como aqueles que, de entre todos os povos do mundo, mais se parecem com os portugueses.
Dito isto e apesar disso, voltou o viajante orgulhoso do feito de Nuno Álvares Pereira, agora São Nuno de Santa Maria e do seu rei, João I de Portugal. Voltou também orgulhoso da tareia que os bravos portugueses deram nos invasores castelhanos, em Agosto de 1385. Mas sobretudo, voltou orgulhoso da forma como este marco incontornável da história nacional é evocado no Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota.



