quarta-feira, agosto 03, 2005

Quinta de Roriz, Douro

Podia falar-se da nobreza discreta dos vinhos. Mas para isso há outro sítio. É preferível falar da simpatia do caseiro. À antiga. Educado, dedicado à casa e à causa. A estrada, difícil, com um bom troço de terra batida, íngreme e perigosa, à beira da ravina, torna a experiência ainda mais excitante.

Na quinta, visitam-se as vinhas (de longe), a novíssima maquinaria, que impressiona e o armazém das pipas. A tradição transmontana manda servir, no fim, algo que se beba e se coma. No caso, forma nacos de presunto com pão caseiro e vinho tinto. Depois, Porto Vintage.
A visita a esta quinta é uma experiência à antiga portuguesa. Não vem nos guias nem nos prospectos turísitcos. Tem que pedir-se aos donos, que vivem em Lisboa. Em contrapartida, o tratamento é personalizado.

A Quinta de Roriz fica na margem esquerda do Rio Douro, meia dúzia de quilómetros a montante do Pinhão. A partir desta vila, chega-se lá seguindo a EN 222, na direcção de São João da Pesqueira. À entrada de Ervedosa do Douro desvia-se à esquerda, na direcção do rio. O acesso é asfaltado até ao início da quinta.


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