segunda-feira, fevereiro 27, 2006

Montalegre: a terra fria da montanha


Divido em Alto e Baixo, o Barroso reparte-se por duas zonas distintas, a que hoje em dia correspondem administrativamente dois concelhos. A sul, o de Boticas, que ocupa a região dos vales fundos e esvacados dos rios Tâmega, Beça, Terva e Covas. É o Baixo Barroso. A norte, Montalegre, no qual vamos agora incursar, assume-se como Alto Barroso. Aos barrosões, são indiferentes estas divisões e classificações. Todos são de Barroso e, quanto ao resto, fale-se de bois, que é isso que interessa.
Além de Boticas e Montalegre, as terras de Barroso ainda cobrem a freguesia de Soutelinho da Raia, no concelho de Chaves, bem como algumas freguesias dos concelhos de Vieira do Minho e de Cabeceiras de Basto. Esta identidade geográfica barrosã, actualmente apenas histórica, tem porém uma grande tradição autonómica regional: corresponde à antiga terra de Barroso, dotada de foral em 1273, por D. Sancho II, aí se incluindo os concelhos medievais de Montalegre, de Boticas – então centrado em Covas de Barros -, e de Ruivães, extinto em 1853.
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quinta-feira, fevereiro 09, 2006

Douro Profundo.

Há quem aprecie vinho do Porto e há quem não o conheça verdadeiramente.
Longe dos hotéis de charme e dos passeios fluviais, das cubas de inox, com controlo de temperatura e das adegas desinfectadas, das casas nobres dos senhoritos do Porto e de Lisboa, fica o Douro profundo. É composto por uma teia de microcosmos, rudes e telúricos ambientes de pequenas quintas, onde se cultivam videiras e se produz vinho.
É o caso da Quinta da Gricha, de onde vêm os Portos da Churchill’s. O caseiro, o Sr. Celestino, se avisado com tempo, de bom grado oferecerá ao visitante um chouriço assado e um Porto branco seco de aperitivo.
A Quinta da Gricha fica na margem sul do Douro, no Douro Superior, tendo acesso por estrada asfaltada (cerca de 5 quilómetros) a partir de Ervedosa do Douro.