sexta-feira, setembro 14, 2007

Stresa, Lago Maggiore, Itália

O destino é tão clássico e referenciado por ter interesse turístico que o viajante fica logo desconfiado. Sem ter chegado, a impressão vinda das leituras e pesquisas é a de um conjunto de sucedâneos de praias, outrora chiques e agora decadentes, destino de veraneio de italianos do norte, que têm o mar muito longe.

Quando se chega a Stresa, a má impressão desfaz-se. O lago, é bonito, bordejado por povoações arranjadinhas e envolvido por montanhas sempre verdejantes. As águas são tranquilas. Não há muitos banhistas, mas há muitos barcos de recreio. Na cidade, nas mansões coloridas, está bem representada a imponência clássica. Chalés de férias e hotéis de época, magnificamente conservados e bem frequentados, mantendo a sua imponência majestosa.
Ao largo de Stressa, as ilhas Borromeas (Isola Bella, Isola dei Pescatori e Isola Madre), igualmente cobertas de villas e outras edificações antigas e imponentes. A elas se chega de vaporetto, uma espécie de cacilheiro antigo, do tempo do vapor, a fazer lembrar os livros do Tintim.
Quando se deixa a cidade, leva-se a impressão de ter visitado uma velha senhora, serena na sua dignidade. Não passam por aqui as últimas correntes das modas, mas isso não impede Stressa de continuar a exibir, orgulhosa, as suas jóias. Sem stress.

Esta capital lacustre fica na margem ocidental do Lago Maggiore, a cerca de 80 quilómetros de Milão e a 60 da fronteira da Suíça. De Milão, tem acesso por auto-estrada (E-62) e depois por estrada nacional (SS-33), ambas de trânsito muito intenso.

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