domingo, novembro 23, 2008

Deutsches Eck, Koblenz, Alemanha

Chegou o viajante ao Deutsches Eck sem saber muito bem ao que ia. Koblenz nas margens do Reno (a que, em português, tradicionalmente chamávamos Coblença), é um dos ícones do romantismo alemão. A paisagem é vinhateira e isso agradou ao viajante, que aqui passou num Outono seco e dourado pelo sol. É nesta cidade que se encontram os dois mais românticos rios do mundo: o Reno e o Mosela. No encontro de ambos, forma-se um canto de terra, onde na idade média os cavaleiros teutónicos tiveram instalações. Ao que parece, desde essa altura o local passou a ser o “Canto da Alemanha”, ou Deutsches Eck.
Os nacionalistas germânicos do século XIX embarcaram na mística e erigiram aqui um monumento à grandeza e unidade alemã, simbolizando também a refundação, por essa altura, do império germânico. Na altura, a ideia era projectar a unificação de todas as regiões germano-falantes. A ideia permaneceu até ao século XX. Soube o viajante que ainda no início da década de 1980 a TV alemã encerrava as emissões, ao fim da noite, com imagens do Deutsches Eck, enquanto tocava o hino nacional.

O que sobra, hoje em dia, é um monumental memorial ao Imperador Guilherme I, representado em estátua equestre, de 14 metros de altura, o qual é visitado anualmente por dois milhões de turistas. Vale a pena pelo pitoresco e pela paisagem, sobre os rios Reno e Mosela.
Koblenz fica no vale do Reno, a 80 quilómetros a sul de Colónia e outro tanto a norte de Frankfurt (ou se preferires, leitor, de Francoforte…)

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