quarta-feira, janeiro 27, 2010

Petra tou Romiou, Chipre

Quase passou o viajante, sem dar conta, por um dos locais mais míticos de Chipre, na estrada costeira, no extremo sul da ilha. Aqui, no troço de Paphos para Limassol, a costa é alcantilada e a estrada vai-a seguindo, subindo e descendo as falésias consoante estas também sobre e descem. Esta zona é justamente divulgada pelos guias como uma das mais bonitas parcelas da costa sul.
As encostas são de rocha calcária muito branca e, além disso, muito próximo da praia, emergem frequentemente das águas escolhos tão graciosos como perigosos.
É assim também a zona de Petra tou Romiou, onde várias rochas emergem das águas, muito próximo da costa, formando estranhos avanços da terra no mar. O local é estranho, e tem vindo a ser conhecido como a Rocha de Afrodite.
De acordo com a mitologia grega, foi aqui que nasceu Afrodite, emergindo das espumas marinhas e chegando à praia sobre uma concha puxada por golfinhos.
Veio a descansar em Palepaphos, a velha Paphos, onde mais tarde veio a ser-lhe erguido um templo, do qual ainda se conservam vestígios, embora muito escassos.
Afrodite, mais tarde conhecida entre os romanos como Vénus, casou-se com Hefesto, mas ficou conhecida por ter tido muitos amantes. De todos teve filhos (Eneias, Príapo, Hermafrodita, Eros, Ares e Adónis). Foi para os gregos antigos, também, a deusa da beleza, do amor e da fertilidade.
Por isso, em arbustos próximos da praia é possível encontrar lenços atados, ou pedaços de tecido, que as mulheres inférteis aí deixam, em pedido de ajuda à deusa. Viu-os o viajante – não é mera conversa de guia de viagem. Da mesma forma, também tradicionalmente ocorrem aí mulheres sós ou desgostosas de amores, com a mesma finalidade.
Do local ficou o viajante com a impressão de uma praia bonita. E nada mais., Mas de banho difícil, porque em vez de areia tem enormes calhaus rolados.

Sem comentários: