quinta-feira, setembro 08, 2011

Museu de Auckland, Nova Zelândia

  Tem o viajante visitado vários museus muito interessantes. Talvez por estar num país do novo mundo e este museu pretender cobrir a história nacional, achou a este especial graça. O Museu de Auckland está construído num edifício majestoso, de fachada neoclássica, à imagem dos templos gregos. Pretendeu ser marcante, porque o seu propósito inicial foi guardar o espólio e evocar os mortos neozelandeses na Iª Guerra mundial – morreram quase 17 mil soldados da Nova Zelândia, em combate, entre 1914 e 1918.
  Porém, no formato actual, depois de sucessivos melhoramentos, este é um museu moderno e integral, que cobre toda a história da Nova Zelândia, passando também pela participação militar nos conflitos mundiais. Essa, porém, nem sequer é a parte mais interessante do museu. Aquelas que prenderam mais a atenção do viajante e que dificilmente serão melhores nalgum ouro museu do mundo, foram a secção dedicada à cultura maori e a secção dedicada às culturas dos povos do Pacífico. Ambas se relacionam, uma vez que a cultura maori teve origem na civilização polinésia, centrada em Tonga e em Samoa, que cerca de mil anos antes de Cristo se expandiu para todo o Pacífico, incluindo a Nova Zelândia.
  Nota-se neste museu o intuito de ser o repositório, para o futuro, daquilo que foi possível recuperar, quer das culturas do Pacífico, quer da cultura maori, que daquela derivou. E assim, recolhe-se uma impressionante colecção de artefactos, do dia-a-dia, da guerra, de decoração e ornamentação. Além disso, esta colecção é interpretada no contexto da expansão da cultura polinésia. Exibem-se também no museu barcos polinésios, em particular as frágeis canoas duplas, que permitiram aos polinésios empreender as viagens oceânicas de milhares de quilómetros e as canoas de competição, de 45 remadores, que ainda hoje são as embarcações usadas na competição marítima mais popular do Pacífico.
 É também explorada a história natural da Nova Zelândia. Viu o viajante com imenso espanto o esqueleto (e a reconstituição moderna) de uma moa, que antes de extinta foi a maior ave existente sobre a terra – e também a única que até agora se conhece sem asas. E impressionou-o a galeria dedicada ao vulcanismo, onde foi instalada uma sala onde se podem experimentar os efeitos de uma erupção vulcânica, seguida de um tremor de terra e de um tsunami.
  Por último, assistiu o viajante com muito agrado àquilo que o museu chama uma “performance” maori. É, na prática, uma breve exibição – breve, mas vibrante e entretida –, de música e dança, e uma demonstração de jogos tradicionais maoris. Esta “performance”maori repete-se ao longo do dia.
O Museu de Auckland é uma referência essencial na cidade, fácil de encontrar, no meio do parque conhecido como Auckland Domain. Apesar de fácil, está longe do centro da cidade – a pé pode distar perto de uma hora. Está aberto todos os dias das 10 às 17 horas e as “performances” maori ocorrem às 11, às 12 e 13h30m

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