terça-feira, outubro 18, 2011

Museu Thyssen-Bornemisza, Madrid

  Madrid é uma cidade de referência para quem gosta de visitar museus: alguns dos melhores museus de arte do mundo ficam aqui e nem é necessário referi-los para que de imediato assaltem a mente do leitor. É o que se passa com o Museu Thyssen, que deixou no viajante uma excelente impressão. Tem muito que ver e é entretido, mas sem ser excessivo. É um programa para um par de horas agradáveis. Fica, como é bem sabido, no centro de Madrid, a dois passos do celebérrimo Museu do Prado.
  O Museu Thyssen-Bornemisza reúne uma impressionante colecção de arte, que abarca sobretudo pintura ocidental, desde a Idade Média aos pintores vanguardistas do início do século XX. A visita está organizada num percurso historicamente orientado, que vai percorrendo toda a colecção. Este acervo foi originariamente reunido pela família Thyssen-Bornemisza e acabou por ser comprada pelo Estado Espanhol em 1993. Além da colecção principal, está também disponível para os visitantes a chamada Colecção Cármen Thyssen-Bornemisza – é a colecção privada da baronesa que dá o nome ao museu. Foi instalada nas chamadas novas alas, por serem mais recentes e estarem num novo bloco, extensão do antigo e originário edifício. Esta colecção foi iniciada em meados da década de 1980, pela própria baronesa Thyssen-Bornemisza, que assim pretendia corresponder ao entusiasmo coleccionista do seu marido, o Barão Hans Heirich Thyssen-Bornemisza. No seu conjunto esta parte da pintura exposta é uma continuação natural da outra, que já está aqui instalada desde 1982.
  Na visita, podem ver-se exemplares de escultura e pintura da idade média final, mas também pintura alemã, italiana, flamenga e holandesa do século XVII. Seguem-se exemplares de várias proveniências de pintura dos séculos XVIII e XIX, com destaque para a pintura norte americana do século XIX e dentro desta, do impressionismo americano. Aliás, há vastos e múltiplos representantes do impressonismo e do post impressionismo, bem como do expressionismo alemão, tal como do fauvismo. A visita termina com diversas tendências do século XX.
O Museu Thyssen-Bornemisza está instalado no Palácio de Villahermosa, no Paseo del Prado. É um edifício com origem no século XIX, que veio a ser recuperado pelo arquitecto espanhol, de Navarra, Rafael Moneo, vindo a ser reinaugurado, como museu, em 1992. Está aberto de terça a domingo, das 10 às19 horas. A entrada custa 8 euros (na modalidade reduzida, 5 euros). Tem loja muito interessante e cafetaria, sempre cheia. É claro que o Museu do Prado é muito mais rico que o Thyssen e é também claro que o Reina Sofia é bastante maior. Mas se tivesse o viajante que eleger apenas um dos três para visitar, não hesitava em escolher o Thyssen, pela riqueza, diversidade e conveniência da dimensão, perfeitamente à escala humana e agradavelmente visitável, de seguida, de ponta a ponta, ao contrário dos outros dois. Pena é que seja proibido tirar fotografias.

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