segunda-feira, novembro 28, 2011

Casa-Museu Madre Teresa, Skopje, Macedónia

 Ficou conhecida como Madre Teresa de Calcutá e teve, a partir do meio da sua vida, cidadania indiana (e também cidadania honorária norte-americana). Mas nasceu em Skopje, filha de pais albaneses e chamava-se Agnes Gonxha Bojaxhiu. A sua Memorial House (http://www.memorialhouseofmotherteresa.org) fica na principal avenida da capital – a Rua Macedónia, em tempos Rua Tito, uma artéria pedonal, no centro comercial da cidade. Está aberta das 9:00 às 20:00 (ao fim-de-semana fecha às 14:00). Nalguns dias da semana tem serviço religioso, na capela. Tudo é de entrada livre.
Curiosamente, mas não por acaso, a localização do edifício é a mesma onde em tempos existiu uma velha igreja católica, dedicada ao Sagrado Coração de Jesus, onde Agnes Gonxha foi baptizada, um dia depois de ter nascido, a 27 de Agosto de 1910. Também era esta a igreja onde vinha regularmente, na sua prática católica, enquanto viveu na Macedónia.
É interessante perceber que um museu dedicado a Madre Teresa, católica, tenha tanta popularidade num país meio ortodoxo, meio muçulmano. Aliás, foi criado com fundos públicos e no primeiro ano após a sua abertura, em 2009, registou 80 mil visitantes.
  Da visita, a impressão com que ficou o viajante foi a de que a figura de Madre Teresa de Calcutá, galardoada com o prémio Nobel da Paz em 1979, é a mais considerada cidadã de Skopje, apesar de ter saído da cidade para Dublin com apenas 18 anos, para se juntar às Irmãs do Loreto, uma congregação de religiosas irlandesas. Depois de deixar Skopje, Agnes Gonxha Bojaxhiu adoptou o nome de Teresa, em homenagem a Santa Teresa de Lisieux, padroeiras de missionárias. Em 1928 foi para a Índia, onde viria a fundar a Congregação das Missionárias da Caridade, actualmente com mais de 5000 membros em 130 países.
E nunca mais voltou a viver na Macedónia, que apenas voltou a visitar em 1970, na sequência do horrível tremor de terra que arrasou a cidade, em 1978, em 1980, altura em que foi declarada cidadã honorária da cidade (ainda no tempo de domínio dos comunistas jugoslavos) e em 1986, quando já sopravam os ventos da Perestroika e lhe foi permitido lançar as bases de instalação, aqui, de um delegação das Missionárias da Caridade.
O edifício da Memorial House integra um espaço museológico, reproduzindo uma casa macedónia do início do século XX. Além disso, uma pequena capela, de paredes de vidros quebrados. Nela, simbolicamente – assim o assumiu o viajante -, uma imagem de Nossa Senhora de Fátima.

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