quarta-feira, setembro 28, 2005

Libreria de Viatges Ulysus, Girona, Espanha.

Fica no Carrer de les Ballesteries, em Girona, Catalunha. Uma boa parte dos livros que vende está impressa em catalão. Mas a maioria esmagadora é em castelhano. O tema é comum a todos: viagens, percursos, realidades locais. Tem milhares de títulos disponíveis: guias, mapas, roteiros, relatos, romances de viagens. De todo o mundo. Mais do que têm, em conjunto, todas as presunçosas livrarias de Lisboa. Tudo, numa modesta cidade de província.
Não tem página web nem aceita encomendas por e-mail. É pena.

ULYSUS, Ballesterines, 29, 17004 Girona. Telefone e fax: 97 221 1773

sábado, setembro 24, 2005

Casa Peix, Aragão, Espanha.

Fica no norte de Aragão, a caminho dos Pirinéus, em estrada secundária que só aparece nos mapas mais pormenorizados. A aparência exterior é discreta, modesta, até. Mas já foi visitado pelo Rei Juan Carlos, cuja fotografia se exibe na parede do átrio da entrada.

Deve o seu nome ao facto de estar na beira do rio Isábena, porque aquilo que o chef verdadeiramente recomenda, em geral, é carne. Além disso, para entrada, tapas. Enchidos, salada de azeitonas e cebola de vinagrete e salada de favinhas com polvo e lulas. Depois, costeleta de vitela na chapa, com pimentos e verduras. De sobremesa, sopa de morangos temperada com gelado de menta Os nomes dos pratos, há que descobri-los na criatividade dos rótulos que se lhes atribuem na ementa.

Em surdina, jazz que não se sobrepõe à musica murmurante do rio a correr, em baixo, cinco metros por debaixo da varanda, por entre pedregulhos de granito. A música compõe a sofisticação, criando um ambiente requintado, mas sóbrio.

A Casa Peix (que também é hotel) fica na pequeníssima povoação de Serraduy, Huesca, Espanha, na Estrada A-1605, entre Barbastro e Viella (telefone +34.974.54.44.30).

terça-feira, setembro 20, 2005

Pergamonmuseum, Berlim.

O Pergamonmuseum, na Ilha dos Museus (Museuminsel, uma ilha no rio Spree) de Berlim, é uma referência mundial. Por boas e más razões. É um dos grandes museus da Humanidade, por um lado. Por outro, recolheu peças ilicitamente transportadas desde o médio oriente e o Mediterrâneo, contra a vontade das autoridades locais.

Tem uma fantástica colecção de arte islâmica e de arte do próximo oriente. São notáveis as peças com inscrições de escrita cuneiforme. Valem a visita as várias peças de arquitectura monumental reconstruída. É sobretudo o caso da enorme porta do mercado de Mileto, o fantástico altar de Pérgamo e a impressionante porta de Isthar, trazida das ruínas da Babilónia.
O museu pode visitar-se todos os dias, com excepção de segunda-feira. Abre das 10 horas às 18 (à quinta-feira só fecha às 22 horas). O bilhete de entrada custa 8 €.


quinta-feira, setembro 15, 2005

A Porta de Brandenburgo, Berlim.

A Porta de Bandemburgo, ou Brandenburger Tor, talvez o mais conhecido ícone do Berlim moderno, foi também durante muito tempo o símbolo da separação da cidade em duas, pelo Muro. Ficava em terra de ninguém, na antiga zona da Alemanha de Leste, inacessível de ambos os lados.

De novo, para os tempos que correm, a Porta de Brandemburgo foi aberta, permitindo a passagem entre os antigos sectores leste e oeste da cidade, a 22 de Dezembro de 1989, um mês e meio depois da queda do Muro de Berlim.

É uma construção em pedra calcária do final do século XVIII e destinou-se a ser uma das portas de entrada na antiga cidade.Nesta zona, terminal de duas das grandes avenidas de Berlim, a Unter den Linden do lado leste e a Strass des 17 de Juni do lado oeste, estão instaladas uma boa parte das novas embaixadas de países estrangeiras. Em sinal de modernidade, aliás, boa parte dos países optaram por construir embaixadas de arquitectura de vanguarda. É o caso do conjunto das embaixadas dos países nórdicos, construídas em pedra, madeira e aço, representativos dos materiais locais, ou o caso do impressionante conjunto granítico da embaixada do México.

domingo, setembro 11, 2005

Em memória das vítimas.

Nova Iorque, Novembro 1998.