segunda-feira, outubro 29, 2007

Torre Agbar, Barcelona

A silhueta urbana de Barcelona – o viajante já o sabe -, é dominada pela torres esbeltas da Sagrada Família. Porém, na última visita, o viajante foi surpreendido pela também esbelta Torre Agbar, que igualmente desponta por cima dos telhados da cidade condal e faz concorrência à inacabada catedral de Gaudí na disputa do horizonte.

Esta Torre Agbar, construída a noroeste da cidade, na Plaça de Les Glories Catalanes, no fim da Avenida Diagonal, foi desenhada por Jean Nouvel, o arquitecto francês que mais recentemente (em 2006) deu forma ao Museu Quai Branly, nas margens do Sena, em Paris – é um edifício com estrutura em vidro onde encaixam 28 cubos coloridos e se destina a alojar peças representativas das artes e civilizações de Africa, das Américas, da Ásia e da Oceânia. Em Paris, Jean Nouvel já tinha desenhado, no final do consulado do Presidente François Miterrand, o edifício do Instituto do Mundo Árabe, construído na rive gauche, próximo do Quartier Latin, em 1987.

Quanto à torre Agbar, tem 142 metros de altura e 34 andares, com estrutura de betão. Por fora, é flamejante, por ter revestimento de alumínio lacado e de placas de vidro colorido, que vão variando na tonalidade, produzindo uma multitude de efeitos ópticos. Tem o formato de uma bala, pretendendo evocar os píncaros rochedos de Montserrat, na Catalunha Central. Vê-se de toda a cidade. Está ocupada por escritórios. À noite está iluminada.

sábado, outubro 27, 2007

O porto de Marselha, França

O viajante chegou a Marselha com a memória dos livros do Asterix. Naquele tempo, a Massilia era uma cidade romana, virada para o mar. Já nessa altura ,a velha Massalia fundada pelos fenícios tinha o estatuto do maior porto do Mediterrâneo ocidental. Mais tarde, no fim do século XVI, os comerciantes da cidade criaram aqui a primeira Câmara de Comércio de França. Marselha sempre foi no passado uma cidade de comerciantes. E ainda hoje é.
Não é de estranhar por isso que o ponto nevrálgico da cidade seja “Le Vieux Port”, uma embocadura de mar que entra pela cidade, formando um enclave natural óptimo para o estabelecimento de um porto de mar fácil e atractivo para os comerciantes.
Hoje em dia o local parece mais uma supermarina. E na verdade, o porto velho é isso mesmo: uma marina rodeada de bares e hotéis, que constitui um oásis numa cidade dividida pelos conflitos étnicos, sobretudo nos bairros dominados por população magrebina. De um lado e do outro, fortalezas de origem medieval dão romantismo ao sítio.

Marselha tem voo directo de Lisboa, pela TAP, em aviões da Portugália, que antes assegurava a linha. O voo tem a duração de duas horas e percorre, no troço final, a costa mediterrânica francesa, sobrevoando o delta do Ródano. O aeroporto fica a 28 quilómetros da cidade, mas tem ligação, por autocarro rápido, ao centro da cidade.

quarta-feira, outubro 10, 2007

Oslo, uma capital tranquila

A Noruega é um país tranquilo, onde a população vive confortavelmente, com segurança e liberdade. Os seus habitantes são até conhecidos por serem pouco expressivos e não manifestarem os seus sentimentos e emoções. Vivem pacatamente instalados num país rico e moderno, financiado pelas jazidas petrolíferas do Mar do Norte.
Oslo é uma cidade de fusão, onde o passado guerreiro viking se cruza com imponentes manifestações de arte e arquitectura moderna, sobretudo na renovada orla costeira. A sua localização é estupenda, entre bosques de coníferas e plácidas águas do fiorde. A cidade é pequena e pouco movimentada. O trânsito, fácil e fluído, deixa uma certa impressão provinciana.
A partir do molhe Aker Brygge, a zona mais moderna e in da cidade, o viajante terá que passar pelo moderno e austero edifício da Câmara Municipal, construído em 1950 para comemorar os 900 anos da fundação da cidade. Depois, deverá percorrer a Karl Johans Gate, a única verdadeira grande avenida de Oslo, com um jardim a separar as duas faixas de trânsito. No topo, visitará o viajante o Palácio Real de Oslo, sóbrio e elegante edifício neoclássico, na parte mais alta de um parque arborizado. Ao fundo, verá o edifício do Parlamento Nacional Norueguês.

A capital da Noruega é uma cidade cara, onde tudo custa muito dinheiro. Os hotéis não são muitos e os restaurantes menos. Há algumas cervejarias onde se bebe bastante, sobretudo ao fim de semana. A solução de sobrevivência mais fácil e barata é recorrer às lojas de conveniência.
O aeroporto fica a quase uma hora da cidade, em autocarros directos, que atravessam o centro da cidade. Tem ligações a Lisboa, algumas das quais directas, embora na maior parte das vezes seja necessário fazer escala em Copenhaga.