domingo, junho 05, 2011

Museu de Ramsés II, Mênfis, Egipto

 Ramsés II, talvez o mais poderoso faraó da história do Egipto e das suas 30 dinastias, que governaram o país durante quase 30 séculos, teve, no seu tempo, um templo em Mênfis. O local é hoje em dia uma modestíssima aldeia do vale do Nilo, a 27 quilómetros do Cairo, que já nem se chama como então (o seu actual nome é Mit Rahina). Aquele faraó foi um caso de rara longevidade: por um lado, foi o senhor dos reinos unificados do Baixo e do Alto Egipto durante um imenso período de 67 anos (entre 1279 e 1213 a.C.); por outro, a sua múmia - prosaicamente, o seu cadáver, embalsamenado -, ainda existe e está conservada no Museu do Cairo, na sala das múmias reais – está portanto conservada desde há mais de 3.200 anos!
 O poder faraónico foi fundado pelo rei Narmer, que cerca de 3100 a.C. unificou o Baixo e o Alto Egipto, dando assim origem a um longo período que os historiadores dividem em Império Antigo, Império Médio e Império Novo, além de outros períodos intermédios e do período dinástico tardio, já numa fase terminal da civilização egípcia. O Império Antigo (séculos 27 a 22 a.C.) foi aquele durante o qual terão sido construídas as grandes pirâmides que ainda hoje existem. O Império Novo (séculos 16 a 11 a.C.) correspondeu à época dourada dos faraós. Neste período viveram a maior parte dos grandes faraós que a história recorda como tal: entre outros, Tutankhamon, Akhenaton, a Rainha Hatsheput, Nefertiti e o próprio Ramsés II.
 Mênfis (nome grego da cidade a que os egípcios chamavam Mennefer) foi a primeira capital do Egipto unificado, desde o terceiro milénio antes de Cristo. Foi o viajante à procura dos vestígios de Mênfis, mas nada encontrou que mereça menção. Diz-se que por estar perto do Cairo foi mais facilmente saqueada por invasores – sobretudo pelos romanos. Se foi assim, facilmente seriam levados depois pelas cheias do Nilo os restantes vestígios da cidade, construída em tijolos de barro. Actualmente, já nada resta da Mênfis imperial. Desapareceu completamente, seja por ter sido gasta pelo tempo, seja pelo crescimento populacional desta zona, que é muito próxima do Cairo. A única visita interessante a fazer na localidade é a do Museu de Mit Rahina, onde repousa uma gigantesca estátua de Ramsés II.
Além da estátua, a visita ao museu apenas vale por duas ou três peças mais. Tudo o resto não merece referência especial. A estátua representado Ramsés II é enormíssima. Foi feita em calcário e está deitada no chão, desde logo porque já não tem pés. Por outro lado, porque tem mais de 10 metros de altura e pesará cerca de 100 toneladas. Fora do museu, no jardim, pode ver-se uma enorme esfinge de alabastro, que será a maior escultura neste material que se conhece.
A entrada no museu custa 35 libras egípcias (pouco mais de 4 €). Do Cairo, o acesso por estrada é bom e a melhor forma de chegar é de táxi.

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