sábado, julho 23, 2005

Praia da Marinha, Algarve.


Os guias turísticos e os mapas alemães indicam esta praia como um ponto imprescindível de visita turística: um ponto de interesse, uma curiosidade especial da costa do Algarve.
Sem dúvida o é. Mas é muito mais que isso. É uma praia linda, para a qual dá gosto olhar (ei! a praia ela mesma!). Falésias, areia dourada, água verde esmeralda, normalmente calma e de temperatura aceitável. Gente q.b. – não é desértica e desolada, mas está muito longe de estar cheia.
Para se chegar, sai-se da Praia do Carvoeiro (Lagoa) para leste, pela estrada das praias. Passa-se Benagil e dois quilómetros depois desvia-se à direita, para o mar, em estrada que termina no parque de estacionamento da praia. Depois, é só descerem-se os 115 degraus, pela falésia. A subida, de regresso ao carro, pode ser um pouco dura, mas isso mais tarde se vê. Antes, sempre se pode beber um copo no bar da praia, logo no fundo das escadas.

quarta-feira, julho 20, 2005

Castelo de Silves, Algarve.


Muralhas sólidas e bem conservadas. A origem terá sido romana, mas a construção foi do povo muçulmano, que por cá esteve durante cinco séculos. Esta é aliás considerada uma das grandes heranças muçulmanas ainda existente em Portugal. Depois, talvez no século XVI, alguns dos muros foram reconstruídos. O que sobra é um cercado grande, de muralha e caminho de ronda, que unem sete torres. Tudo construído em arenito vermelho (o “grés de Silves”). Essa será, porventura, a marca mais original da construção. A cor da pedra vermelha, curiosamente, é frequente na Alsácia, sobretudo na catedral de Estrasburgo.
Nota especial para o conjunto, resultado do restauro dos anos 40 e ainda para a grande cisterna (tem estado vedado o acesso), coberta por abóbadas de 10 metros de altura.
O castelo de Silves foi conquistado por D. Sancho I, rei de Portugal, em 1189. Dois anos depois veio a cair em mãos inimigas, para de novo ser conquistado, no século seguinte, por D. Afonso III.

Silves fica a cinco minutos da A22 (a Via do Infante), por estrada rápida derivante daquela. O castelo de Silves está aberto entre as 9 e as 17 horas (20 horas, no verão) e o preço da entrada é de 1,25€ (para menores de 12 anos é grátis).

sexta-feira, julho 15, 2005

Praia da Bandeira, Algarve.


O acesso é surreal, parece de há quarenta anos: a estrada é asfaltada mas tem uma só faixa de rodagem. Portanto, quando dois carros se cruzam, um deles – ou ambos -, têm que sair para fora da estrada. Ainda fica longe, mas a quietude do local compensa. Além disso, é um mergulho no Algarve antigo, sem pizzarias nem hambúrgueres. A praia não está vigiada, mas tem um bar com esplanada.

A praia da Bandeira fica entre a o Carvoeiro e Armação de Pêra, um pouco a oeste da Praia da Senhora da Rocha. O acesso faz-se, a partir do Carvoeiro, para leste, pela estrada das praias.

domingo, julho 10, 2005

Museu Gala Dali, Figuéres, Espanha.

Em Figuéres, o Museu Dali é um dos locais mais visitados da Costa Brava. Foi criado em 1960 e inaugurado em 1974, seguindo um projecto idealizado pelo próprio Salvador Dali, que nasceu em Figueres em 1904. O propósito do pintor catalão foi reunir as suas obras e permitir que fossem vistas em conjunto. Escolheu, para o efeito, um antigo teatro, com uma grande sala central, em volta do qual havia camarotes orientados para um grande palco. Para Dali, este sítio, construído em meados do século XIX e destruído durante a guerra civil espanhola, era simbólico, por aqui ter tido lugar a sua primeira exposição de pintura.

O estado ruinoso do local permitiu realizar uma profunda intervenção de modo a proporcionar aos visitantes uma experiência lúdica participativa: todas as obras estão integradas em cenários que são verdadeiramente manifestações da mundividência daliniana. O exterior está decorado com estatuetas douradas e com gigantescos ovos de galinha. O interior é espectacular, raiando a esquizofrenia. Em suma: é imperdível.

O Teatro-Museu Dali pode visitar-se entre as 11:30 e as 17:30 (aos domingos e feriados, entre as 9 e as 20). Fica na Plaça del Sol, em Figueres, Girona.


segunda-feira, julho 04, 2005

Praia do Carvalhal, Grândola

Na costa alentejana o vento conta.
Molda a paisagem e marca os dias.
Ao chegar, depois de muitos quilómetros de estradas razoavelmente más, fica a sensação de que se está numa terra muito longe, no fim de algum sítio.
Parece uma qualquer praia portuguesa nos anos 70, antes do boom turístico ter desalojado da orla costeira as actividades tradicionais.


Talvez seja assim porque o mar é selvagem e irrequieto. No verão, quem sabe, mas na primavera mais vale esquecer o banho.

Salva-se a paisagem e a soletude. Para além das dunas, ao longe, a norte, limita o horizonte a silhueta cinzenta da Serra da Arrábida.

A melhor parte é mesmo a do almoço, num dos restaurantes em cima da praia. No Aqui há Peixe, insista-se no dito, grelhado. No restaurante da Praia do Carvalhal, o mesmo. O primeiro é mais caro que o segundo e tem mais agitação. Convirá reservar. O segundo é mais popular e descansado.

sexta-feira, julho 01, 2005

Casa Tino Fandiño, Allariz, Galiza


O chuletón de ternera é uma das especialidades. Além dele, as enguias fritas, na época e, também na época, os pimientos de padrón (que fora de época, pican moito). A empanada de zamburiñas, o lacón con grelos e o cabritinho de leite no forno, são imperdíveis.
Garrafeira óptima, a preços razoáveis.

Restaurante de cozinha tradicional galega, em Allariz, a 10 quilómetros de Ourense, na direcção de Madrid (e de Chaves). Rua do Carcere, 7 (telefone. +34.988.44.22.16). Preço aproximado por pessoa, sem vinho: 30€.