domingo, novembro 27, 2005

Hotel Bahia Principe Costa Adeje, Tenerife

As férias aqui são um pouco caras e nem sequer são muito sofisticadas.
As bebidas servidas nas piscinas e nos bares e restaurantes (todas incluídas no preço do hotel), sobretudo os vinhos, podiam ser melhores.
Mas tudo o resto são vantagens.
Agora, que o tempo está de chuva, fica cada vez mais a ideia de que se o objectivo é descontrair e descansar, vale bem a pena.




quarta-feira, novembro 16, 2005

Destilaria Old Bushmills', Irlanda do Norte

A mais velha destilaria de whisky do mundo, ainda em funcionamento.

É visitável, todos os dias, até às cinco da tarde (última entrada às quatro horas).

segunda-feira, novembro 14, 2005

O flamenco nasceu em Triana

Triana fica na outra margem. No outro lado do Guadalquivir, na zona pobre, plebeia e desfavorecida de Sevilha. Ao menos é assim que se lhe referem os guias turísticos.
Nos dias de hoje, esta imagem vai ficando desactualizada. Mas vai-se mantendo, para que haja história para contar, por aqui ter sido inventado o flamenco, o canto da alma andaluz, fusão das várias sensibilidades de um lado e do outro do Mediterrâneo.
Na verdade, se actualmente se procurar um tablao flamenco, poderá encontrar-se em qualquer uma das margens do rio.
Normalmente, nestas casas de espectáulos onde também se janta, os ambientes são soturnos, para turistas do norte da Europa ou do Japão. Como se calculará, decadentes e deprimentes…
Fica a música e, nalguns casos, ficam também anónimos virtuosos da guitarra e do sapateado.

sexta-feira, novembro 11, 2005

Mont de Sainte Odile, Alsácia

Sainte Odile, ou Santa Adília, a jovem nobre medieval que deixou a sua confortável vida para se instalar neste rochedo, com uma comunidade de monjas, teve que suportar, por essa sua opção, dolorosos sacrifícios pessoais. Este fresco, na capela onde repousam os seus restos, relata o sacrifício do seu irmão, na sua presença, como forma de a demover da sua fé.


Ao lado do túmulo, uma fotografia do Papa João Paulo II, que visitou o Monte.


Do alto (703 metros de altitude), a paisagem é soberba. Logo aos pés, os vinhedos da Alsácia. Mais longe, o vale do Reno, que aqui separa França da Alemanha. Na linha do horizonte, a mancha escura e ameaçadora da Floresta Negra, já em território germânico.


O Monte de Sainte Odile tem estrada asfaltada, facilmente transitável, a partir de Obernai. O acesso às igrejas e capelas é livre e há serviços de apoio.

domingo, novembro 06, 2005

Museu Militar de Lisboa


Alabardas medievais e armaduras recolhidas em castelos de todo o país. Gigantescos canhões de bronze, sobrantes de construções de várias épocas do Império (é uma das maiores colecções do mundo do género). Sabres doados por famílias de nobres militares. Kalashnikov AK 47, encontradas na mata e as célebres G3, de fabrico nacional. De tudo isto se pode ver no Museu Militar.
O espaço é impressionante: um edifício barroco, construído após o terramoto, que veio a ser adaptado e propositadamente decorado para o efeito. Destacam-se as salas exuberantes, dedicadas à idade do ouro da história nacional (sobretudo a sala D. Maria II) e a grande sala aberta e majestosa onde se exibem as peças da “Grande Guerra” (será talvez a mais conseguida das suas salas).
Mais histórico que bélico, o Museu recorda grandes marcos da história lusitana. São particularmente interessantes os mapas, em três dimensões, das Linhas de Torres e da Batalha de Aljubarrota. O espaço sobre a guerra colonial (salas das Campanhas de África) é pequeno, mas consensual. Objectivamente, não escamoteia o milhão de soldados portugueses que combateram em África nem os 8 mil mortos em combate, mas prescinde de alusões panfletárias ou apologéticas. Correcto, portanto.
É um museu clássico, orgulhando-se de ser o mais antigo de Lisboa (a sua colecção foi pela primeira vez organizada em 1842).

O Museu Militar fica em frente da Estação de Santa Apolónia, em Lisboa, no Largo do Museu de Artilharia e pode ser visitado de terça a domingo, das 10 às 17 horas. O bilhete (somente para adultos), custa 1,5 €. A ala oriental do museu está, presentemente, em obras de remodelação.


sexta-feira, novembro 04, 2005

O check-point Charlie, Berlim.

Antes de 1989, a passagem entre as partes ocidental e oriental da Alemanha fazia-se de forma rigorosamente controlada, por muito poucos pontos de passagem.
Em Berlim, fazia-se pelo posto de controlo C, mundialmente conhecido por Checkpoint Charlie.
Actualmente, na zona já nada resta do Muro e todo o esquema fronteiriço foi removido, devolvendo-se o espaço à geografia da cidade. Sobram apenas simbólicas barreiras fronteiriças e uma também simbólica casa dos guardas, a meio da Friedrichstrass, junto do cruzamento com a Kochstrass. Por ali e nas redondezas negoceia-se todo o tipo de memorabilia do Muro e do regime comunista. E mais nada.

quarta-feira, novembro 02, 2005

Castelo de Carrickfergus, Irlanda do Norte

Chega-se a Carrickfergus pela estrada que sai de Belfast, ao longo da costa norte do Belfast Louch. Esta estrada tem estatuto de estrada marginal, nos subúrbios: está ladeada de palacetes e de fancy cottages; tem um tráfego muito intenso, sobretudo ao fim da tarde e aos fins de semana. Cerca de dez quilómetros após a capital do norte o subúrbio desagua numa aldeia de pescadores, onde foi implantado o maior castelo da Irlanda do Norte.
O castelo é visitável até às seis da tarde de cada dia.

"Carrickfergus", Van Morrison
I wished I had you in Carrickfergus,
Only for nights in Ballygrand,
I would swim over the deepest ocean,
The deepest ocean to be by your side.
But the sea is wide and I can’t swim over
And neither have I wings to fly.
I wish I could find me a handy boatman
To ferry me over to my love and die.
My childhood days bring back sad reflections
Of happy days so long ago.
My boyhood friends and my own relations.
Have all passed on like the melting snow.
So I’ll spend my days in endless roving,
Soft is the grass and my bed is free.
Oh to be home now in Carrickfergus,
On the long road down to the salty sea.
And in Kilkenny it is reported
On marble stone there as black as ink,
With gold and silver I did support her
But I’ll sing no more now till I get a drink.
I’m drunk today and I’m rarely sober,
A handsome rover from town to town.
Oh but I am sick now and my days are numbered
Come all ye young men and lay me down.